Árvores não são só postos de armazenamento de carbono, diz pesquisadora

A geógrafa e historiadora, Bertha Becker, criticou o enfoque dado à redução de emissões de carbono nas discussões sobre o compromisso brasileiro de adotar metas contra o desmatamento. “As árvores não são só postos de armazenamento de carbono. A floresta tem mil outras possibilidades de serviço ambiental”, afirmou.

A pesquisadora falou sobre suas propostas de combate à devastação da floresta amazônica nesta segunda-feira (16), durante o primeiro dia do evento “Amazônia: Desafios e Perspectivas de Integração Regional”, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Na ocasião, Bertha disse que, diante do aguçamento das pressões para a tomada de decisões sofre o futuro da Amazônia, é preciso que passemos do uso econômico da estrutura dos recursos naturais ao aproveitamento das funções dos ecossistemas. “Os serviços ambientais são exemplo dessa função diferente dos recursos naturais”, ilustrou.

A estudiosa propôs o aproveitamento sustentável da floresta e disse ser contra o mecanismo de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD). Para ela, o sistema é falho porque mantém as florestas improdutivas e apenas contém o desmatamento, sem apresentar soluções para suas causas.

Outro questionamento da pesquisadora se refere à indefinição sobre o modo como será feito o pagamento pela conservação de florestas, sugerido pelo REDD. “Quem vai se beneficiar desses recursos? Os governadores da Amazônia, os proprietários de terra? É preciso definir quem vai receber esse dinheiro e como”.

Ela também disse que só é a favor da concessão para manejo florestal em áreas de mata aberta da floresta amazônica- vegetação de transição entre Amazônia e outros biomas. Os locais de mata densa, a pesquisadora defende que sejam mantidos intactos.

Bertha não defende, no entanto, o isolamento produtivo da floresta, mas sim, propõe como atividade econômica o extrativismo não madeireiro, que se utilize de tecnologia avançada para a transformação de matérias-primas florestais por uma cadeia completa. “Para isso, é necessário articulação da floresta com a cidade. As cidades amazônicas devem ser reagrupadas com redes de informação e centros de serviço e processamento da produção feita a partir das matérias-primas que virão da floresta”, sugeriu.

A pesquisadora chamou as cidades de sua proposta de “cidades de bioprodução, pesquisa e serviços ambientais”. E propôs que, nesses locais, a ciência tenha preocupação com o desenvolvimento de métodos para que a indústria madeireira se torne sustentável e a madeira seja, inclusive, usada como fonte de energia produzida a partir de biomassa. Ela também defendeu investimentos em turismo e criticou a dependência da Amazônia ao mercado externo.

“Não adianta construir uma logística ultramoderna na região se não for mudada nossa dependência do exterior. O agronegócio e a produção de minérios, que dominam a Amazônia, têm cadeias produtivas incompletas, que não desenvolvem a região”.

Por: Fabíola Munhoz
Fonte: Amazônia.org.br 

Deixe um comentário

2 comentários em “Árvores não são só postos de armazenamento de carbono, diz pesquisadora

  • 24 de agosto de 2015 em 5:26
    Permalink

    This blog post is unusually rfeieshrng and actually rather shocking. You have brought up an issue and taken a stance that many..hell MOST black women would never take or could care less about.As a black man who hits up the gym pretty frequently and is always in search of the perfect balance between healthy eating and living and soul-food Sunday type living (which is culturally, geographically and historically our tradition), I will say that it is always a struggle.BUT, its funny because I know that if Black women took half as much care and paid half as much attention to their bodies (not booties and boobies) and their health that they do towards their hair, weaves and purse collections, they would truly the most beautiful women on earth!It’s sooo funny, because in our community, we pay the price for our ways. We as men, we praise women for their waist-to-azz rations and big boobies and everything else that is supersized like McDonalds. But 10 to 15 years down the line, we find ourselves no longer attracted to these very same women that we praised in our early 20’s because they have gained weight. That booty used to be big, jiggly muscle…but now its a large, mass covered in cellulite that actually looks rather disgusting. We then find ourselves attracted to the women, that we used to diss for being in shape and rather slim, because at 40, they have the bodyfat percentage, the abs and the sexiness of a 23 year old. The cycle of hypocrisy and confusion continues.Working out not only prevents women from becoming chub-scouts, it also keeps the kitty tight, keeps the skin and pores healthy, keeps the heart and lungs healthy, keeps the face from spreading and becoming chubby and a lot other good things!I hate Black folks that rag on others for being too thin or not having enough “meat” on their bones. They got the game f*cked up..because as man with a really nice body myself, I find myself checking for white women who can actually run and move, do outdoor activities and kick it with me in a “fit” way because its A LOT harder to find black women into the same types of things. My attraction to these types of women has nothing to do with booty size or the size of their hips, I am attracted to their ideas about fitness and their tight, toned bodies. Black dont crack..but it sure does spread..and its time for our women to stop being the big, buffalo, diabetic, high blood pressure having, unhealthy, unhappy women that our history, our physical preferences and our culture has doomed them to become.(Our men gotta work on our health to!)

    Resposta
  • 13 de dezembro de 2016 em 9:46
    Permalink

    Parabéns a organização Amazonia, luta pelos direitos do meio ambiente, muitas empresas devastam florestas e o meio ambiente sem mesmo que saibamos, vamos procurar saber quais empresas denigrem o ambiente.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*