Iniciativas de REDD+ atraem recursos para o combate ao desmatamento na Amazônia

Consórcio de organizações ambientais firma parceria com a USAID para promover ações de conservação no Pará e em Mato Grosso.

Nos dois Estados com os maiores índices de desmatamento ilegal na Amazônia, Pará e Mato Grosso, começam a ganhar força iniciativas para a redução das emissões provenientes do desmatamento e da degradação florestal, aliadas a outras estratégias como o manejo florestal sustentável e conservação ambiental – sistema conhecido como REDD+.

Exemplo do espaço que essas iniciativas têm conquistado é o acordo fechado em outubro de 2011, entre a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) – instituição do governo norte-americano responsável por programas de assistência econômica e humanitária em mais de 100 países – e um consórcio de organizações ambientais liderado pela The Nature Conservancy (TNC) com a participaç ão do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), Instituto Centro de Vida (ICV), Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto Socioambiental (ISA) e do Environmental Defense Fund (EDF).

O consórcio arrecadou um total de US$ 7 milhões para a execução de iniciativas de preparação para a implantação de ações de REDD+ nos dois estados, junto a um grupo de instituições, entre elas: a USAID, o Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Vale para o Desenvolvimento Sustentável, Climate Works, World Resources Institute (WRI), Agência Norueguesa para o Desenvolvimento (NORAD), Rainforest Foundation Norway (RFN), Natura, Fundação Ford e Cargill, entre outras.

Os recursos obtidos vão financiar atividades organizadas em torno de quatro áreas temáticas:

– Treinamento em REDD+ para funcionários públicos e agentes da sociedade civil, como líderes comunitários, representantes de sindicatos r urais e lideranças indígenas;

– Apoio ao desenvolvimento verde e à formulação de políticas de REDD+ nos níveis estadual e municipal;

– Criação de incentivos econômicos para as comunidades que participam dos programas de REDD+;

– Difusão das melhores práticas agrícolas em terras privadas.

Algumas dessas atividades já estão sendo demonstradas em iniciativas piloto de escala municipal, em São Félix do Xingu (PA), Cotriguaçu (MT) e Altamira (PA).  Os projetos devem servir não só para estimular o desenvolvimento sustentável nesses locais, mas para criar modelos que possam ser replicados em diversos pontos da Amazônia.

Fonte: Instituto Centro de Vida

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