Juiz defere liminar e Santo Antônio Energia é obrigada a realocar ribeirinha que teve casa destruída pelo banzeiro

O Juiz José Torres Ferreira decidiu nesta última segunda-feira (23) deferir a liminar na qual a ribeirinha Maria José Raimunda da Silva solicitava à empresa Santo Antônio Energia que a realocasse em lugar seguro após toda a área em frente a sua residência ter sido tragada por uma força incomum do banzeiro do rio Madeira após a abertura das comportas da Usina de Santo Antônio.

O drama vivido por Maria José foi acompanhado de perto pelo jornal Rondoniaovivo que reportou como uma área de aproximadamente 40 metros em frente à casa da ribeirinha literalmente foi para baixo do rio deixando a moradora sem a única moradia que possuía.

Ainda de acordo com o despacho do juiz foi dado um prazo de 24 horas para que a Santo Antônio Energia garantisse a moradia em local seguro para Maria José sob pena de multa no valor fixo de R$ 50 mil reais.

Silêncio

Porém mesmo com todos os relatos, reportagens e com a decisão judicial, a Santo Antônio Energia através de seus representantes permanecem calados diante as denuncias dos ribeirinhos. O ultimo esclarecimento dado pela a empresa foi a de que ela não era causadora desses danos ambientais e a destruição de grande parte da margem do rio Madeira que está localizado próximo a barragem teria sido culpa do período chuvoso e da enchente do rio, fato veementemente negado pelos moradores locais da área que afirmam que tais mazelas apenas iniciaram-se com a abertura das comportas da barragem.

Fonte: Tribunal de Justiça de Rondônia

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