Enchente do Rio Acre alaga cidades e desabriga mais de 7 mil pessoas

Vista parcial da ponte que liga Brasiléia a Cobija, na Bolívia (Fotos: Sérgio Vale/Governo do Acre)

Mais de 7 mil pessoas estão desabrigadas em Rio Branco (AC) por causa da enchente do Rio Acre, que atingiu 17,45 m de profundidade às 9h (11h em Brasília) desta quarta-feira (22). O nível do Rio Acre está a 21 cm da maior enchente da série histórica, registrada em 1997, quando atingiu 17,66 m na capital do Estado.

A cota de transbordamento do Rio Acre é de 14 m em Rio Branco, onde 14,3 mil imóveis e 57,2 mil pessoas já foram atingida pela enchente, segundo estimativa da Defesa Civil.

A segunda maior enchente da série histórica, cuja medição começou em 1970, já causou transtornos, danos e desabrigou milhares de pesssoas nos municípios de Assis Brasil, na fronteira com o Peru e a Bolívia, Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, e em Xapuri.

Por causa da enchente do Rio Acre, Brasiléia permanece sem comunicação por telefone, internet e sem energia elétrica. A cidade chegou a ficar 95% coberta pelas águas, de acordo com a Defesa Civil Estadual.

(Foto: Angela Peres/Secom)

A prefeitura de Xapuri decretou situação de emergência no final da tarde deste domingo (21) e o Exército enviou 45 homens, barcos e caminhões para ajudar os desabrigados.

A Defesa Civil está preocupada com a enchente por que o Rio Acre chegou a apresentar uma curta endência de estabilidade, mas seu principal afluente, o Riozinho do Rola, continua subindo. Em Boca do Acre (AM), na confluência dos rios Acre e Purus, este último continua subindo também, o que ajuda a represar o primeiro.

O prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT), que decretou situação de emergência na cidade na quinta-feira (16), disse que a enchente já causou um prejuízo avaliado em R$ 12,4 milhões na produção agrária de 16 comunidades rurais, afetando principalmente os plantios de mandioca, banana, grãos e frutas, que se perderam com a alagação de roçados.

A Defesa Civil opera com dificuldade em 45 bairros e comunidades rurais e tem sido comum apelos nas redes sociais para que a população disponibilize barcos e carros no trabalho de socorro de desabrigados, que estão em alojamentos improvisados pelo governo estadual e prefeituras.

A Diocese de Rio Branco criou a conta SOS Enchente Rio Branco – (Banco do Brasil, agência 0071-X, 100.000-4 – CNPJ 14.346.589/0001-99 ) para receber doações de qualquer valor, que serão destinadas às vítimas da enchente que atinge o Estado. O dinheiro arrecadado será administrado pelo Fórum Tático Operacional do Banco do Brasil, em parceria com a Defesa Civil.

– O pouco que você pode contribuir é muito para os desabrigados. As entidades envolvidas na gestão do dinheiro arrecadado vão prestar contas publicamente da destinação de cada centavo doado pela solidariedaede nacional ou internacional – afirmou Marcolino Rodighero, gerente do Banco do Brasil em Rio Branco.

Dezenas de bairros de Rio Branco foram afetados pela enchente do Rio Acre (Foto: Sérgio Vale/Governo do Acre)

Por: Altino Machado
Fonte: Blog da Amazônia 

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12 comentários em “Enchente do Rio Acre alaga cidades e desabriga mais de 7 mil pessoas

  • 21 de março de 2014 em 16:45
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    as vezes a força da natureza paresse esagerar na força , porque a cituaçao que ficou essa cidade é de calamidade e as pessoas desabrigadas fizeram parte de tudo pois ficaram sem saida, mais deus sabe o que faz e nos não sabemos o que dizemos. fico triste com isso tudo, pois ja morei nessa cidade onde as pesoas são maravilhosa e humilde mas que bom que tudo ja se estabelizou um abraço com muita esperança a todos…

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  • 2 de março de 2015 em 17:02
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    Val,estou querendo notícias do Paulo Roberto Ganciné,mora na rua Pedro Pereira no 80-Brasiléia (que fica perto de Epitaciolândia)qualquer notícia em relação ao local ajuda a sua mãe,que está muito aflita.Desde já agadeço.

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