Infraero confirma contrato de R$ 406,4 mil para construção de poço semi-artesiano

A Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) confirmou o pagamento de R$ 406,4 mil à empresa J.E. Comércio de Produtos Eletro-Eletrônicos Ltda., do Amazonas, pela construção de um poço semi-artesiano no Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul (AC).

Segundo a Infraero, para a definição do preço básico da licitação, foram consultadas empresas instaladas em Manaus e Rio Branco.

– Desse modo, de acordo com a média dos preços, acrescido de 25% do BDI e dos preços de produtos e insumos constantes da tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil e Convenção Coletiva do Sinduscon-Acre, a Infraero definiu o preço básico do serviço em R$ 410.810,27 – afirma em nota.

Na abertura da licitação, em setembro do ano passado, onze empresas participaram do processo, entre as quais duas do Acre – a Real Construções e a Inca Construção e Comércio.

A Infraero alega que o “poço artesiano” instalado no aeroporto de Cruzeiro do Sul difere-se de um poço doméstico, pelas suas características técnicas de profundidade e vazão.

– O poço tubular, objeto da contratação, tem profundidade de 100 metros, diâmetro de 12” e vazão mínima de 15m³ por hora -incluindo sistema de bombeamento, interligação, adução e serviços complementares- e atende a demanda da população fixa e usuários do Aeroporto de Cruzeiro do Sul, diariamente e ininterruptamente – afirma a nota.

A Infraero considera a construção do poço “de fundamental importância para o aeroporto, uma vez que garante o fornecimento de água no local, que não possui conexão direta com a rede de água do município”.

A nota da Infraero não explica o fato de que a placa da obra, com o valor da obra, foi removida dois dias após sua instalação. Além disso, o poço construído pela Infraero por R$ 406,4 mil na verdade não é um “poço artesiano”.

Quando a água está confinada no subsolo, pode haver uma pressão que permite que a água suba no poço sem a necessidade de bombeamento. Nesse caso, os poços são chamados de jorrantes.

– Na terminologia mais vulgar, os poços jorrantes são conhecidos como artesianos. Os não-jorrantes, que necessitam de bombeamento, são conhecidos como semi-artesianos. No caso de formações sedimentares, como a que ocorre em quase todo o Acre, a água captada, mesmo em profundidade, está em aquífero livre e, portanto, necessita de bombeamento – explicou um engenheiro consultado pelo Blog da Amazônia.

Por: Altino Machado
Fonte:  Blog da Amazônia

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