Marina Silva diz que tentativa de ruralistas por mudanças no Código Florestal é farsa

A ex-senadora Marina Silva disse ontem (28) que se trata de uma farsa a movimentação da bancada ruralista para alterar o texto do novo Código Florestal, aprovado pelo Senado e que terá que ser votado pela Câmara dos Deputados. Ela comparou a decisão da bancada ruralista de apresentar emendas à proposta na Câmara com uma luta de telecatch.

“No meu entendimento, estão ensaiando uma espécie de telecatch, aquela luta que não é de verdade”, disse Marina ao participar do seminário Código Florestal: O Que Diz a Ciência?, promovido pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e a Frente Parlamentar Ambientalista. O evento reúne pesquisadores e cientistas para discutir os impactos negativos das mudanças propostas para o Código Florestal.

“Se faz uma suposta briga entre as emendas que estão sendo apresentadas para tornar o projeto ainda pior e criar um cenário para que se tenha um discurso de sanção do que foi aprovado no Senado”, disse Marina.

No seminário, foi lançada campanha pedindo à presidenta Dilma Rousseff para vetar os pontos aprovados pelo Senado que, no entender dos ambientalistas, permitem o desmatamento e concedem anistia a quem desmatou. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse, durante o evento, que haverá uma mobilização nacional denominada “Veta, Dilma”.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também sustentou que a intenção dos ruralistas em apresentar uma série de emendas na Câmara tem mais o objetivo de confundir. “É um jogo de cena, não se mudou na essência o que para nós é um retrocesso”.

O projeto que altera o Código Florestal (PL 1.876/99) foi aprovado na Câmara no ano passado. Como o Senado modificou o texto aprovado pelos deputados, a proposta será votada novamente pela Câmara neste ano.

Por: Luciana Lima
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Lana Cristina

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Um comentário em “Marina Silva diz que tentativa de ruralistas por mudanças no Código Florestal é farsa

  • 29 de fevereiro de 2012 em 18:02
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    Os ruralistas não possuem entre eles um quadro técnico, sequer uma pessoa a se utilisar de métodos e práticas científicas ambientalistas profundas em seu apoio e benefício, que seria, no seu ver, o bem do povo brasileiro.
    Pois não é.
    São monotemáticos: só pensam nos seus investimentos, no seu gado, na sua soja, nas suas terras, como isso fosse um lindo e collorido caleidoscópio em que de um lado aparecesse o país, catita, todo colliridinho, aquilo que no ver deles será no futuro, do seu lado a visão única e perversa da realidade capitalista atual: altos insumos petro-fármaco-químicos, altíssimo e inconstante uso-abuso de água, exatamente por ser gratuita, e de mão de obra barata, muitas vezes escravizada, só pra falar de uns poucos de seus males maiores, os que a sociedade civil, a cada dia, tem-se confrontado e enfrentado, com perdas consideráveis de vidas humanas: os fazendeirões, coronelaços de araque, ainda não entenderam que são uma raça em extinção, que não duram mais vinte anos como estão, ignorantaços do que ora se sabe e estuda e pesquisa no mundo moderno — a sua situação é insustentável; vão acabar se auto-destruindo, comendo-se uns aos outos com ou sem molho de soja ou filé mignon de prato principal: porque, de fato, são secundários, muitos até primários em sua formação e percepção da natureza a que destroem a cada dia como se nada de mal estivesse ocorrendo.
    O seu moto certamente deve ser: delenda natura.

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