No Acre, Hildebrando Pascoal é internado com dores nas articulações

Hildebrando foi expulso da PM no ano passado

O ex-deputado Hildebrando Pascoal, também conhecido como “homem da motosserra”, está internado no Hospital de Clínicas de Rio Branco, capital do Acre, por causa de problemas de artrose, artrose, doença degenerativa que atinge as articulações, principalmente coluna, quadril, joelhos, mãos e dedos.

Às 13 horas de segunda-feira (1), Pascoal sentiu dores intensas nas articulações do corpo e foi transferido da Unidade de Regime Fechado 2 (antigo presídio Antônio Amaro) para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito da cidade.

Ele foi liberado no mesmo dia, mas voltou a sentir dores à noite e foi levado novamente para a UPA, de onde foi transferido para o leito 172 da enfermaria D do hospital. O ex-coronel da Polícia Militar do Acre permanece internado sob intensa vigilância policial.

Pascoal, que está preso há 12 anos, em setembro do ano passado finalmente foi demitido ex officio do quadro da Polícia Militar pelo governador do Acre, Tião Viana (PT), a partir de uma representação movida pelo Ministério Público Estadual.

Condenado a mais de 130 anos de cadeia, a Justiça declarou Pascoal “policial militar indigno para o oficialato”, determinando a perda do posto e da patente, sem direito a remuneração ou indenização.

A expulsão aconteceu após transitar em julgado um recurso extraordinário interposto pela defesa do ex-deputado junto ao Supremo Tribunal Federal.

Vingança

A Justiça do Piauí enviou uma carta precatória à Justiça do Acre para que o ex-coronel da Polícia Militar do Acre seja no processo que apura a morte de José Hugo, o Mordido. Uma ação penal que tramita na cidade de Parnaguá (PI) é o último processo de Pascoal que falta ser julgado.

Em 1996, após três meses de perseguição, Pascoal encontrou Mordido, que havia assassinado o irmão dele, o tenente Itamar Pascoal, num posto de gasolina, em Rio Branco.

Pascoal e o pistoleiro Raimundo Alves de Oliveira, o Raimundinho, são acusados do assassinato de Mordido. O processo na Justiça do Piauí estava esquecido, mas o Ministério Público do Acre enviou cópias da ação para que os promotores de Paranaguá dessem prosseguimento.

A Justiça do Piaui pediu ao Juiz da 4a Vara Criminal de Rio Branco, Clóvis Augusto, que interrogue Hildebrando e Raimundinho. No Piauí, um juiz reformado e dois militares são citados no processo. Eles teriam ajudado o ex-coronel a localizar, seqüestrar e matar José Hugo.

Por: Altino Machado
Fonte: Blog da Amazônia 

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