Prefeitura e vereadores têm os sigilos quebrados

Município é alvo de série de denúncias investigadas pelo Ministério Público

A política em Santa Luzia do Pará vive uma crise, que passa pelo desvio de milhões de reais em verbas federais que eram destinadas a cuidar da saúde e da educação naquele município, localizado na região do nordeste paraense. Recursos estaduais de projetos do governo e de emendas parlamentares também foram desviados, tanto que Santa Luzia já recebeu a visita de fiscais da Controladoria Geral da União (CGU), de uma tropa de policiais especializados na prevenção e repressão às organizações criminosas e no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. E agora, para completar, a Justiça determinou a quebra do sigilo bancário das contas da Prefeitura, da Câmara Municipal, de todos os vereadores que compõem o atual poder legislativo de Santa Luzia do Pará e do filho do prefeito, Gedson Xavier de Lima, que acumula as secretarias de Finanças e de Administração do município.

A concessão do juiz André Luiz Filo-Creão, proferida no primeiro dia deste mês, alcança o prefeito Lourival Fernandes de Lima, o Louro do PT, o filho dele e os vereadores Robson Roberto da Silva, Fernando Soares Vieira, José Luís Lima da Silva, José Francivar Cesar Nunes, Luís Maria Cavalcante de Oliveira, Sebastião Leopoldino de Oliveira Neto, Maria do Socorro Saldanha, Antônio Edson Farias e Maria Lúcia Machado é de caráter liminar. Foi requerida pelo Ministério Público como medida preparatória de Ação Civil Pública que investiga informações da existência de um suposto esquema de corrupção, envolvendo os Poderes Legislativo e Executivo em Santa Luzia, para compra e venda de votos a fim de atrair vereadores para composição da Mesa Diretora da Câmara, com manipulação para apoio político.

A denúncia do MP afirma que, para apurar os fatos, foi realizada a oitiva de todos os vereadores, sendo que, embora não tenha alcançado indícios suficientes para firmar a autoria dos fatos, evidenciou-se um forte esquema de manipulação política baseada na compra de apoio político, tendo Geson como idealizador. O filho do prefeito Louro do PT aparece nas investigações como negociador de apoio em troca de dinheiro, quer para questões no Legislativo, quer no Executivo. Mas, nem todos os vereadores estariam envolvidos na venda de votos.

Por: Edivaldo Mendes
Fonte: O Liberal 

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