Anapu registra 600 casos de malária

Município registra em apenas três meses o total de ocorrências listadas em 2011

Um surto de malária assusta os moradores do município de Anapu, na região da Transamazônica. Segundo a secretaria municipal de saúde, os registros de casos comprovados já superaram os de 2011, quando foram contabilizados 601 casos. Cerca de 400 lâminas são realizadas toda a semana no município, das quais 20% têm resultado positivo. Em janeiro deste ano, o governo do Estado enviou ao município quatro mil mosquiteiros com inseticida, sendo que há a promessa de remessa de mais oito mil mosquiteiros para atender a grande demanda. A maior incidência dentro do município de Anapu é a malária vivax. Os sintomas iniciais da doença são dor de cabeça, febre baixa e constantes dores musculares, calafrios e mal-estar generalizado.

O período de aparecimento dos primeiros sintomas, assim como o ritmo de sequência dos episódios de malária, dependem do gênero do parasita, mas de forma geral os sintomas se iniciam entre 10 a 35 dias após o mosquito haver injetado o parasita na pessoa. Os episódios podem se iniciar de repente, com calafrios e tremores, acompanhados por sudorese e febre intermitente. Esses sintomas seguem sempre um padrão semelhante, podendo ser acompanhados de um período de cefaléia ou de mal-estar, calafrios com tremores e febre que dura de 1 a 8 horas. Os ataques podem ocorrer a cada 48 horas e durar entre 20 a 36 horas, ou recorrer a cada 72 horas. Os padrões da doença variam de acordo com o tipo de malária e as complicações podem ser fatais.

Em março do ano passado, a empresa Norte Energia, responsável pelas obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, firmou um convênio com a prefeitura de Anapu, de mais de 3 milhões de reais, sendo que os valores devem ser destinados a um plano de ação de controle da malária, peça integrante do processo de licenciamento ambiental promovido pelo Ibama, nos empreendimentos em regiões endêmicas de malária, conforme resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). O plano para controle da malária prevê a ampliação da estrutura dos municípios e a qualificação da gestão municipal de modo a facilitar o acesso da população a medidas de controle da malária e, desta maneira, permitir o diagnóstico precoce e promover a melhoria da saúde pública na região amazônica.

O plano terá um custo total de R$ 36,8 milhões para a Norte Energia. Os municípios da área de influência indireta da UHE Belo Monte não incluídos neste programa receberão recursos da Norte Energia para a área de saúde por meio do PDRS Xingu, cujo valor total para essas e outras ações prioritárias na área social e ambiental é de R$ 500 milhões, por parte da Norte Energia, e de R$ 2,5 bilhões, entre recursos dos governos do Pará e federal.

Por: Evandro Corrêa
Fonte: O Liberal 

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