Aterro do Flamengo deve receber evento paralelo da Rio+20, mas não cederá espaço para acampamentos

Em comunicado oficial divulgado ontem (14), no Rio de Janeiro, o Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, reafirmou a posição de manter o Aterro do Flamengo como local da Cúpula dos Povos, conforme antecipou à Agência Brasil no dia 13. A Cúpula dos Povos ocorrerá paralelamente à Rio+20, entre os dias 15 e 23 de junho.

De acordo com a nota da entidade, “há oito meses, o comitê negocia com o governo municipal, o governo federal e com o Comitê Nacional de Organização da Rio+20 (CNO) o espaço de realização da cúpula: o Aterro do Flamengo”. O aterro é um parque público da zona sul do Rio de Janeiro e foi palco, há 20 anos, do Fórum Global, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, conhecida como Rio 92.

O comitê foi contra a transferência da Cúpula dos Povos para a Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio, conforme disposição dos organizadores da conferência oficial.

O comitê que organiza a Cúpula dos Povos agora negocia a instalação de alojamentos alternativos e acampamentos no Aterro do Flamengo para acolher representantes dos movimentos socioambientais brasileiros e do exterior que participarão do encontro. Mas a instalação de acampamentos no aterro foi descartada pela prefeitura do Rio.

O presidente do grupo de trabalho da prefeitura do Rio para a Rio+20, Sergio Besserman, esclareceu à Agência Brasil que, da Marina da Glória até o Aeroporto Santos Dumont, “se eles tiverem interesse, há espaço suficiente” para a Cúpula dos Povos. Mas não serão permitidos acampamentos. “Se houver necessidade de algum acampamento, como na Rio 92, tem que ser na Quinta [da Boa Vista]”, disse. Já as tendas onde ocorrerão os debates poderão ser montadas no aterro, disse Besserman.

O Comitê Facilitador da Sociedade Civil Brasileira para a Rio+20 reiterou que a Cúpula dos Povos vai marcar posição por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns.

Por: Alana Gandra
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Vinicius Doria

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