Cheia preocupa moradores de Santarém

Com o objetivo de amenizar os problemas ocasionados pela cheia dos rios Tapajós e Amazonas, uma equipe formada por representantes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros está realizando visitas a comunidades ribeirinhas de Santarém, levando atendimento à população.

A Capitania dos Portos informou que também atua na verificação dos problemas ocasionados pela cheia deste ano, tanto para a população quanto nas embarcações que trafegam nos rios Tapajós e Amazonas e seus afluentes.

De acordo com o comandante da Capitania dos Portos em Santarém, capitão Andrade, a verificação da régua da Agência Nacional de Águas localizada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP) registrou o nível do rio com 7.48 metros na manhã de anteontem. Fazendo um paralelo com o mesmo período de 2009, quando a régua marcou 7.34, a medida do rio está com 14 centímetros a mais neste ano. A preocupação não é à toa, já que 2009 registrou a maior cheia dos últimos 50 anos em Santarém.

“Se continuar com a mesma proporção, tem grandes possibilidades de termos uma cheia parecida com a de 2009. Mas, 2009 não pode ser referência porque foi uma coisa atípica daquele ano. A cheia acontece todo ano”, explica o comandante.

Capitão Andrade disse ainda que, pelo histórico, há possibilidades de que no mês de julho as águas dos rios Tapajós e Amazonas comecem a baixar. “Não podemos confirmar, porque a natureza é dinâmica e oscila de acordo com as chuvas que acontecem”.

Na manhã de anteontem, fiscais da Secretaria Municipal de Transportes (SMT) interditaram um trecho da avenida Tapajós, próximo ao porto da Praça Tiradentes. O motivo, segundo os fiscais, é a inundação da rua pelas águas do rio Tapajós por causa da cheia. Caso as águas dos rios continuem a subir, outros trechos de ruas em Santarém devem ser interditados.

Segundo o capitão Andrade, os comandantes de embarcações devem redobrar a atenção para que não aconteçam acidentes na navegação. Ele solicita que mantenham sempre prontos os seus equipamentos auxiliares, para serem usados quando necessário, para que possam ter uma viagem mais segura.

“Sempre há riscos relacionados a troncos de árvores, principalmente no rio Amazonas, onde tem um grande índice do fenômeno de ‘terras caídas’. Com isso, abrem para o leito do rio e é um momento de risco para a navegação”, alerta.

Fonte: Diário do Pará

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