Chuvas isolam várias cidades do Pará

Atoleiros impedem o transporte de cargas vivas e produtos perecíveis

Mais de oito cidades do sul e sudeste paraense estão isoladas por conta das fortes chuvas que caem na região. Dentre os casos mais críticos estão Santana do Araguaia, onde a prefeitura decretou estado de emergência e ainda Vitória do Xingu, São João do Araguaia e Altamira, sendo que nos dois últimos, o Ministério da Integração Nacional estuda o pedido de reconhecimento de situação de emergência. Segundo a Defesa Civil, as cidades de Marabá, Tucuruí, Trairão e Alenquer se encontram em estado de alerta. De acordo com o boletim de vazão hidrológica do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), há a previsão de redução do nível do Rio Tocantins para os próximos dias, mas os moradores permanecem em regime de prontidão para acompanhar a possível elevação do nível da água.

De acordo com a Defesa Civil, o nível do Rio Tocantins, em Tucuruí, atingiu 9,35 metros de profundidade no último levantamento, mantendo-se estável a 65 centímetros de atingir a profundidade de alerta, que fica ao nível de 10 metros. Além do prejuízo provocado pelas enchentes, os motoristas que circulam pela BR-320, a Rodovia Transamazônica, estão enfrentando dificuldades para percorrer o trecho entre os municípios de Vitória do Xingu e Altamira. Por conta de inúmeros atoleiros, fileiras quilométricas de caminhões, ônibus e carros de transporte alternativo estão se formando todos os dias na rodovia Transamazônica, obrigando os motoristas atrasar a viagem e a entrega de cargas, inclusive perecíveis.

Na semana passada, um ônibus da empresa Transbrasiliana, que faz a linha Marabá/Santarém, acabou tombando no km 105, às proximidades do município de Medicilândia. O acidente ocorreu numa reta, sendo que a terra molhada e escorregadia facilitou a derrapagem do veículo. Ao tentar desviar de um carro o motorista perdeu o controle do ônibus, que tombou na margem da rodovia. Felizmente, dos 17 passageiros que viajavam no coletivo, apenas uma senhora teve ferimentos leves em uma das pernas.Para muitos caminhoneiros, a batalha diária de enfrentar a transamazônica está se tornando cada vez mais difícil, sendo que, com o aumento das chuvas, as filas de caminhões tomaram proporções ainda maiores. Isolados na estrada, motoristas e passageiros são castigados por insetos e obrigados a comprar água potável.

Por outro lado, proprietários de empresas de transporte denunciam que a situação caótica de alguns trechos da rodovia BR-230 está inviabilizando o tráfego, principalmente de caminhões que transportam cargas vivas ou produtos alimentícios perecíveis. De acordo com os empresários, os veículos ficam enfileirados e esperam até sete dias para chegar ao seu destino. Devido a situação caótica, os caminhões esperam na fila para serem puxados por tratores, sendo que os proprietários das máquinas cobram entre R$ 50 e 100 para guincharem caminhões e ônibus.

Por: Evandro Corrêa
Fonte: O Liberal 

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