MAB realiza marcha contra Belo Monte, em Altamira

Centenas de pessoas marcham nesta manhã (14/03) pelas ruas de Altamira protestando contra a construção da barragem de Belo Monte e reivindicando o direito dos atingidos. A ação faz parte da jornada nacional de lutas do MAB, que marca o Dia Internacional de luta contra as barragens, pelos rios, pela água e pela vida, celebrado mundialmente em 14 de março.

A marcha partiu do Fórum municipal, passará pela sede da distribuidora de energia, a Celpa, pelo Ministério Público e terminará em frente à sede da Norte Energia, consórcio responsável pela construção de Belo Monte. Os militantes do MAB denunciam que um forte aparato policial está montado para intimidar a manifestação, no entanto a população está confiante e a marcha segue aumentando seu número de participantes.

Em Altamira, militantes do MAB de Tucuruí, Itaituba, Marabá e também de Altamira estão mobilizados desde ontem fazendo panfletagens nos bairros e comunidades da cidade, alertando para os riscos da barragem e a importância da luta para a garantia dos direitos dos atingidos.

Recentemente foi divulgada uma pesquisa feita pelo Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), cuja conclusão é a de que o número de moradores de Altamira que serão impactados diretamente pela inundação do lago da usina hidrelétrica de Belo Monte poderá ser 55% maior que o registrado nos estudos de impactos ambientais do projeto. O levantamento aponta que o total de pessoas atingidas será de 25,4 mil moradores, e não de 16,4 mil, conforme previsão registrada no relatório de impactos ambientais do projeto.

A jornada nacional de lutas do MAB iniciou ontem em diversas capitais brasileiras, com foco nas empresas estatais do setor elétrico. As mobilizações continuam hoje e em todas elas, os militantes pedem o cancelamento da barragem. “Belo Monte é um caso nacional e internacional. Temos que expor para o mundo nossa discordância com relação à construção dessa barragem. A luta contra Belo Monte é uma das nossas pautas prioritárias nesta jornada”, disse Rogério Hohn, da coordenação do MAB.

Fonte: MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens

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