Artesã indígena cria cooperativa para exportar tecidos tradicionais

Após mudar-se para a cidade de Tarauacá (AC) para estudar, a índia Raimunda Pinheiro, de 31 anos, percebeu que mulheres de seu povo (huni kui) tinham muita dificuldade para vender seus produtos artesanais.

Decidiu, então, criar uma associação para exportar tecidos tradicionais à Europa e aos Estados Unidos.

“O pouco que aprendi do branco fez com que tivéssemos consciência de criar uma cooperativa ou uma associação para que pudéssemos conseguir algo mais para adiante. Vimos que tínhamos potencial de escoar nosso material para o exterior”, diz Raimunda, conhecida como Mawapey em sua comunidade.

Com o sucesso do negócio, diz ter se reconciliado com suas origens, após um período de “rebeldia”.

“A vida me ensinou muito, principalmente a valorizar quem eu sou, uma mulher indígena”, diz.

Por: João Fellet
Fonte: BBC Brasil

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