Maranhão reduz regalias

A onda da limitação de mordomias, como os salários extras, chegou ontem, de forma tímida, ao Maranhão. Enquanto os congressistas federais discutem cortar duas remunerações adicionais, os parlamentares do estado cortaram três, dos 18 subsídios a que têm direito. A ação diminui de R$ 83,5 mil para R$ 33,4 mil por deputado estadual os gastos públicos com a regalia. Desde 2010, a benesse havia sido adotada também para os suplentes, independentemente do período em que estivessem no cargo.

Os cortes dos salários extras começaram pelo Senado, onde foi aprovada a extinção na Comissão de Assuntos Econômicos. Os subsídios, que equivalem aos 14º e 15º salários, eram uma ajuda de custo que os parlamentares recebiam no início e no fim de cada legislatura, conforme o Correio mostrou em várias reportagens. A proposta ainda vai ser levada a plenário e precisará ser votada pela Câmara, que também poderá perder os vencimentos. Os deputados maranhenses utilizam a mesma metodologia para arrecadar mais R$ 50,1 mil, além de seus salários extras, que são pagos em fevereiro e dezembro de cada ano.

O fim dos subsídios, que deverá valer ainda este ano, constituiu uma surpresa para a população, já que a sessão extraordinária foi anunciada após a abertura dos trabalhos e o projeto acabou aprovado por unanimidade. Mas será outra proposta em trâmite na Casa, que tira parte dos subsídios dos planos de saúde dos parlamentares, que causará maior polêmica na Assembleia Legislativa do Maranhão. Além disso, mais um projeto tentará reduzir os 15 benefícios que restaram para 13.

Por: Edson Luiz
Fonte: Correio Braziliense 

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