Obra de Belo Monte continua parada

Parte dos trabalhadores da obra da usina de Belo Monte, no Pará, continuava em greve no fim de semana. O movimento começou na quarta-feira e parou duas das cinco frentes de trabalho, segundo o consórcio de empresas responsável pelas obras. Os grevistas querem reajuste salarial (antes da data-base em novembro), salários equiparados entre as frentes, aumento do valor da cesta básica e folgas a cada três meses (hoje são a cada seis) para visitarem as famílias.

No mesmo dia que a paralisação começou, um trabalhador morreu no canteiro de obra – aparentemente atingido por um galho Segundo o consórcio Norte Energia, no entanto, o laudo oficial ainda não saiu.

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav) e das frentes se reuniram na quinta-feira com o consórcio, que disse aos trabalhadores que a pauta deles já estava sendo avaliada. Mas no sábado, grevistas impediram que ônibus que levavam trabalhadores para as frentes saíssem de Altamira.

O Valor não encontrou ontem ninguém do sindicato para comentar a situação. Belo Monte tem hoje cerca de 7000 trabalhadores.

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