ANA premia ONGs que realizam projetos de uso racional da água

Prêmio ANA 2012 reconhece boas práticas no uso da água desenvolvidas por instituições da sociedade civil, como: organizações não governamentais, associações e sindicatos.  Inscrições vão até 1º de junho

Organizações não governamentais sem fins lucrativos (também chamadas de organizações da sociedade civil) com atuação na área de recursos hídricos e de meio ambiente, associações de classe e sindicatos interessados em participar do Prêmio ANA 2012 poderão inscrever gratuitamente seus trabalhos na categoria ONG até 1º de junho. Podem concorrer aquelas iniciativas de uso racional da água que estimulam o combate à poluição e ao desperdício e apontam caminhos para assegurar água de boa qualidade e em quantidade suficiente para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos brasileiros. Desde 2006, a Agência Nacional de Águas (ANA) realiza a premiação.

Os interessados poderão enviar seus trabalhos por remessa postal registrada aos cuidados da Comissão Organizadora do Prêmio ANA 2012 no seguinte endereço: SPO, Área 5, Quadra 3, Bloco “M”, Sala 222, Brasília (DF), CEP: 70610-200. A data de postagem será considerada como a de entrega. Os concorrentes poderão inscrever mais de uma iniciativa. Além disso, poderão ser apresentados trabalhos indicados por terceiros, desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado, concordando com a indicação e com o regulamento da premiação.

Concedido a cada dois anos, o Prêmio ANA terá uma Comissão Julgadora composta de membros externos à Agência e com notório saber sobre recursos hídricos, meio ambiente ou patrimônio cultural. Um representante da Agência Nacional de Águas presidirá o grupo, mas sem direito a voto. Os critérios de avaliação dos trabalhos levarão em consideração os seguintes aspectos: efetividade; potencial de difusão/replicação; adesão social; originalidade; impactos social, cultural e ambiental; e sustentabilidade financeira (quando aplicável).

Na edição de 2012 há oito categorias: ONG, Governo, Empresas, Ensino, Pesquisa e Inovação Tecnológica, Água e Patrimônio Cultural, Imprensa e Organismos de Bacia. Para cada uma delas, a Comissão Julgadora selecionará três iniciativas finalistas. As vencedoras serão conhecidas em solenidade de premiação em 5 de dezembro de 2012 no auditório da Caixa Cultural de Brasília. Os oito vencedores receberão o Troféu Prêmio ANA, concebido pelo mestre vidreiro italiano Mario Seguso exclusivamente para a premiação. Os finalistas viajarão para Brasília, com as despesas pagas, para participar da solenidade.

Cronograma

  • Inscrições: até 1º de junho de 2012;
  • Prazos de julgamento: de 6 de agosto a 14 de setembro e de 8 a 12 de outubro de 2012;
  • Comunicação aos finalistas: de 29 de outubro a 2 de novembro de 2012;
  • Cerimônia de premiação: 5 de dezembro de 2012.

Histórico

Em 2006, instituições da sociedade civil venceram duas das três categorias do Prêmio ANA. Na categoria Água para a Vida, o Centro de Educação Popular e Formação Sindical, de Teixeira (PB), ganhou com o trabalho “Convivência com a Realidade Semiárida”, cujos objetivos são: construir cisternas para captação e armazenamento de água da chuva e capacitar a população local sobre o uso adequado dos recursos naturais. No mesmo ano, na categoria Uso Racional da Água, venceu o “Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas Rurais”, desenvolvido pela Associação Programa Um Milhão de Cisternas para o Semiárido, de Recife. A ação visa a construir um milhão de cisternas, capacitando as famílias do Semiárido para isso.

Em 2008, a categoria ONG entrou no Prêmio ANA. Na ocasião, o Instituto Socioambiental (ISA) ganhou com o trabalho “De Olho nos Mananciais”, cujo objetivo é reverter a degradação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo. No Prêmio ANA 2010 o troféu foi para a Missão Salesiana de Mato Grosso com o “Projeto AMA – Assistência Missionária Ambulante”. O trabalho consiste no desenvolvimento de infraestrutura necessária para a melhoria da qualidade de vida dos povos indígenas Bororo e Xavante.

Fonte: ANA – Agência Nacional das Águas

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