Nota de Roberto Smeraldi, diretor da OSCIP Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, sobre o anúncio dos vetos presidenciais ao código florestal

Marabá, 25 de maio de 2012

“Ainda não é possível uma análise consistente, mas entendemos que o veto é amplo, porém as medidas complementares parecem só focar em evitar o pior. Falta ainda uma abordagem com soluções. Talvez o veto estimule a começar focar nas soluções positivas das quais o país como um todo, incluindo os agricultores, precisa. Muito além do mero foco na anistia.

Como avisamos desde 2010, a omissão anterior do governo, por um lado, e o radicalismo dos políticos ruralistas por outro iriam jogar para o colo da presidente a responsabilidade de evitar um desastre, de forma emergencial. Mas a situação agora não é fácil: teremos uma lei esburacada e uma MP que pode reabrir o debate sobre tudo: uma situação de incerteza jurídica grande que pode adiar, em vez de incentivar, o investimento, inovação e produtividade no campo. É como ter um doente grave que estava prestes a cair num buraco. Evitamos a queda, mas ele continua doente.”

Deixe um comentário