Presidente da Alcoa aguarda soluções

O presidente da Alcoa para o Brasil e a América Latina, Franklyn Feder, afirmou que, apesar de ter suspendido por enquanto os planos de cortar a produção de alumínio no país, a companhia “não pode esperar” por soluções de longo prazo para o elevado custo da energia no país.

Feder aguarda há cerca de 10 anos pela liberação de duas licenças prévias para a construção de hidrelétricas que elevariam a produção de energia da Alcoa à autossuficiência. A liberação das licenças foi um dos assuntos tratados entre Feder e a presidente Dilma Rousseff em reunião há cerca de duas semanas.

No entanto, o executivo lembrou que os projetos levam em média de cinco a sete anos para serem desenvolvidos. “A gente não aguenta esperar sete anos. Conversamos [com Dilma] sobre soluções de curto e de médio prazo”, disse.

Feder se classifica como confiante de que a presidente vai encontrar uma solução para os custos da energia, embora não tenha apontado qual seria o caminho. “Temos uma presidente determinada, que entende de energia e que vai tomar as medidas necessárias”, acredita. Ele participou do fórum de Criatividade para Inovação, promovido pela Confederação Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês), como parte dos eventos da Rio+20.

O presidente da Alcoa acredita que Dilma vai fazer pelo preço da energia o mesmo esforço que tem feito pela redução da taxa de juros. As usinas hidrelétricas cujas licenças ambientais são aguardadas são Pai Querê, no Rio Grande do Sul, e de Santa Isabel, no rio Araguaia, na divisa entre Tocantins e Pará.

Por: Por Juliana Ennes
Fonte:  Valor Econômico 

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