Ministério da Agricultura e Conab discutem falta de milho no Norte e Nordeste

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, se reuniu hoje (17), em Brasília, com o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues dos Santos, para discutir as dificuldades no abastecimento de milho nas regiões Norte e Nordeste do país. Além de representantes da Conab, a reunião também contou com a presença de secretários estaduais de Agricultura que compõe a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Em seu discurso, o ministro esclareceu que os principais problemas que as regiões Norte e Nordeste enfrentam são causados pela estiagem, aumento no preço dos fretes, greve dos caminhoneiros e a crise econômica internacional.

“Não estamos dizendo que iremos resolver todos esses problemas [de abastecimento de milho] somente com esse encontro, mas vamos procurar um caminho, juntamente com a Conab e outros órgãos competentes, para normalizar o fluxo. É evidente que todos os fatores que têm impossibilitado o abastecimento precisam ser analisados”, disse o ministro.

A Região Nordeste conta com 779 armazéns, porém, 93% desse total estão impedidos. Segundo a Conab, esse número é insuficiente para atender a toda demanda da região. O Plano Emergencial de Cadastramento propõe que mais armazéns que não ofereçam riscos à qualidade do produto sejam credenciados para atuar na região.

Dados da Superintendência de Armazenagem e Movimentação de Estoque mostram que, até junho deste ano, 25 mil pequenos agricultores estavam cadastrados na Conab. Após essa data, o número subiu para 95,5 mil clientes, representando crescimento de 281% na demanda de abastecimento. Cerca de 400 mil toneladas de grãos já estão disponíveis para atender aos pequenos criadores dos municípios amparados pela Sudene.

Segundo o superintendente de Armazenagem e Movimentação de Estoque, Rafael Borges Bueno, é preciso que sejam avaliadas as causas da redução dos embarques, como problemas técnicos e operacionais na origem e destino; recepção nos polos de distribuição, que não têm estrutura adequada; o Estatuto do Motorista, que regulamenta a profissão e controla a jornada de trabalho; e colheita da segunda safra em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Paraná. Bueno prevê que a partir de setembro o abastecimento de milho nessas regiões seja normalizado.

Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Rivadavia Severo

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