Operário afirma ter sido torturado em obras de hidrelétrica em Rondônia

Braga conta aos parlamentares as agressões sofridas

Raimundo Braga de Souza, operário da construtora Camargo Correa, disse há pouco à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas que foi espancado dentro da obra da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, por conta da suposta participação em uma greve.

Em março de 2011, o movimento grevista denunciou violação dos direitos humanos contra os trabalhadores de Jirau. Em meio a uma revolta, os funcionários incendiaram grande parte do canteiro de obras.

Segundo Raimundo Braga, ele foi acusado por guardas da Força Nacional e por policiais militares de ter participado dos incêndios. O operário nega.

Raimundo relatou ainda ter sido espancado para delatar quem seriam os trabalhadores envolvidos na greve. Ele conta que ficou 54 dias preso em condições desumanas e acusa a Camargo Correa de tê-lo coagido a assinar uma demissão por justa causa. Raimundo disse que se recusou a assinar o documento.

O secretário de Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia, Marcelo Nascimento Bessa, nega que Pms tenham espancado o operário. Sobre o crime de incêndio, o secretário declarou que Raimundo foi absolvido por falta de provas.

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