MPF/PA questiona Ibama sobre regularidade de exploração minerária em floresta no Pará

Segundo quilombolas, famílias não foram consultadas

O 1º Encontro de Índios e Quilombolas de Oriximiná também serviu para que os participantes fornecessem ao MPF informações úteis para outras investigações em andamento na Procuradoria da República em Santarém sobre os problemas enfrentados por índios e quilombolas da Calha Norte.

Dentre as demandas comunitárias, destacaram-se também a limitação de horário para o tráfego de barcos em período de desova de tartaruga e o relacionamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com as comunidades indígenas e quilombolas, a necessidade de ensino médio na zona rural de Oriximiná, a titulação do território quilombola de Cachoeira Porteira e a demarcação da Terra Indígena Kaxuyana e Tunayana.

“Outro ponto do evento que merece destaque foi o clima de amizade e união entre índios e quilombolas, que caçaram juntos, pescaram juntos, trocaram experiências quanto a plantas medicinais, dançaram juntos e ressaltaram a paz e harmonia entre os povos”, elogia o procurador da República, que participou do encontro juntamente com o analista pericial em antropologia do MPF Raphael Frederico Acioli Moreira da Silva.

O evento foi realizado de 11 a 13 de setembro no quilombo do Abuí. Estiveram presentes 127 quilombolas e 44 índios adultos e jovens. “O encontro uniu as duas pontas que estavam separadas e acendeu uma luz”, diz Hugo Souza, presidente da Cooperativa do Quilombo que promoveu o encontro juntamente com a Comissão Pró-Índio e o Iepé.

(Com informações da organização do 1º Encontro de Índios e Quilombolas de Oriximiná)

Fonte: MPF – Ministério Público Federal

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