Belo Monte retoma obras após fim de ocupação

As obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte que haviam sido paralisadas, devido à ocupação de índios, pescadores e ribeirinhos que cobravam o cumprimento de condicionantes, foram retomadas hoje (18). Após dois dias de negociação, a Norte Energia, empresa responsável pela usina, garantiu que atenderá às pautas de reivindicações apresentadas, o que inclui a construção de escolas e de postos de saúde para os índios, além da reforma da Casa do Índio.

Nas reivindicações dos pescadores e ribeirinhos, constavam sugestões de trabalho e o apoio da Norte Energia às iniciativas para revogar a Instrução Normativa do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) que proíbe a pesca de espécies do rio.

Desde o dia 8, as obras de construção civil no Sítio Pimental, um dos canteiros da usina, estavam paralisadas por causa da ocupação. Apesar disso, o cronograma da obra foi mantido pela empresa.

Em nota, a Norte Energia informou que, ao receberem as garantias da empresa, os manifestantes decidiram sair do local para que os cerca de 900 trabalhadores retomem as atividades a partir de hoje.

As reuniões de negociação foram coordenadas pelos procuradores da Fundação Nacional do Índio (Funai), Leandro Santos da Guarda, e pela procuradora do Incra, Analice Uchoa Cavalcanti. Estavam presentes representantes do Ibama, do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública do Estado do Pará.

Por: Pedro Peduzzi
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Talita Cavalcante

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2 comentários em “Belo Monte retoma obras após fim de ocupação

  • 18 de outubro de 2012 em 18:18
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    “Houve uma enorme irregularidade (ato inconstitucional) no caso dos índios na hidreletrica do Xingú, a Funai atestou que os índios tiveram as tais oitivas que a lei obriga e não tiveram, eles tiveram reuniões antes do EIA estar pronto, nenhum dos órgão compareceu à Câmara… são 24 aldeias” “Se a licença pode ser dada apesar da opinião técnica (contrária) do órgão então não tinha que ter processo de licenciamento”. “Há uma ideologia antiga de que desenvolvimento é fazer grandes obras”. “Nós construimos grandes hidreletricas para produzir grande quantidade de energia e satisfazer um mercado internacional com commodities que tem pouquissimo valor agregado e cujo resultado para a nossa população é muito pequeno. Nós estamos enriquecendo algumas grandes companias brasileiras que já era bastante ricas e elas são financiadas com dinheiro do BNDES, depois há as empresas brasileiras que participam de construções de grandes obras, as construtoras, que hoje são empresas que mandam na política nacional elas fazem deputados, vereadores, governantes, etc… essas empresas também influenciam demais essa decisão. Entrevista com a socióloga e professora da PUC-SP, Marijane Lisboa, em que ela aponta as irregularidades na licença dada pelo Ibama na qual dois dias antes do Ibama conceder a licença, os técnicos disseram que não tinha condição de atestar a viabilidade ambiental do empreendimento porque faltavam uma série de elementos de estudos que não tinham sido feitos. http://www.youtube.com/watch?v=LhOqJ_aS1pM&feature=player_embedded

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