Marcus Alexandre (PT) e Tião Bocalom (PSDB) disputam o segundo turno em Rio Branco

Os candidatos Marcus Alexandre Medici Aguiar (PT) e Tião Bocalom (PSDB) disputam o segundo turno para a Prefeitura de Rio Branco (AC), em 28 de outubro. A disputa foi acirrada: o petista ficou com 48,3% dos votos e o tucano, com 43,85%.

Eles passaram todo o período de campanha protagonizando uma disputa particular, com uma margem de liderança em relação aos demais candidatos, que manteve-se acima da casa dos 20 pontos percentuais.

O segundo turno na capital acriana será a segunda rodada de um cenário desenhado desde o início da campanha: uma disputa regional que reflete a disputa nacional entre PT e PSDB. Há dois meses, o tucano era favorito para vencer a eleição, e já no primeiro turno. Sebastião Bocalom Rodrigues aparecia nas pesquisas com mais de 50% das intenções de voto.

O petista só equilibrou a disputa em meados do mês de agosto, quando começou a aparecer em condição de empate técnico nas pesquisas eleitorais. A recuperação de Marcus Alexandre se deu com o apoio dos governos federal, estadual e municipal. O Acre é o Estado comandado pelo PT há mais tempo no país. O partido está em seu quarto mandato estadual e comanda a prefeitura há oito anos.

Apesar disso, o paulista Marcus Alexandre é apresentado sob a bandeira da renovação pelo grupo político comandado pelos irmãos petistas Jorge e Tião Viana, senador e governador, respectivamente. O candidato também é apoiado pelo prefeito reeleito de Rio Branco, Raimundo Angelim (PT).

No início da campanha, Alexandre era desconhecido pela maioria da população da capital, e ainda assim os principais caciques do PT no Estado pouco apareceram em sua campanha. De acordo com os adversários, o candidato não queria atrelar sua candidatura à já desgastada imagem daqueles que estão no governo há mais de 15 anos.

Segundo os coordenadores da campanha petista, por outro lado, a ideia era apresentar primeiro o candidato e as propostas, para depois mostrar as lideranças que o acompanham.

Já a estratégia de Tião Bocalom, que já foi secretário de Agricultura do governo Jorge Viana, é a de apresentar-se como o candidato que representa o contrário político do grupo petista que governa o Estado. O tucano concorreu contra o PT nas últimas três eleições, em 2006, 2008 e 2010, para prefeito e governador.

Neste ano, sua candidatura apostou no ataque ao PT. Em seu programa eleitoral na TV, acusou Marcus Alexandre de ter participado de um esquema que teria desviado recursos públicos destinados a uma obra de uma rodovia federal que corta o Acre, a BR 364.

Alexandre foi diretor do Deracre (Departamento de Estradas e Rodagens do Acre) de 2007 até o início de 2012. O TCU (Tribunal de Contas da União) tem um processo em andamento, e as contas da obra ainda não foram aprovadas, tampouco existe condenação contra o petista.

As obras na rodovia em questão foram utilizadas também na campanha do PT, que coloca os trabalhos de pavimentação da estrada como um dos principais feitos de Alexandre no Deracre.

No segundo turno, espera-se que o candidato que ficou em terceiro lugar na disputa, Fernando Melo (PMDB), ex-aliado do PT, anuncie apoio ao tucano.

Fonte: UOL Eleições

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