Mercado legal ainda é restrito no país

Há 43 anos, a caça foi proibida no Brasil e licenças para criadouros de animais silvestres com finalidades comerciais ou conservacionistas passaram a ser pedidas para o Ibama. Desde o ano passado, essa autorização pode ser concedida por Estado por meio da Lei Complementar 140/2011. Para Gonzalo Barquero, sócio-diretor da Cerrado Carnes, o comércio oficial inibe as transações ilegais. “Há muita pesquisa e informações a favor das espécies por meio dos criadouros”, avalia.

As espécies da fauna e da flora silvestres contam, ainda, com uma norma internacional desde a década de 60 – Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (Cites, em inglês) – que regula as políticas públicas relacionadas à gestão da exploração destes recursos. Para o presidente da Abrase, Luiz Paulo do Amaral, esses instrumentos protegem as espécies e estimulam um comércio global legalizado avaliado em US$ 300 bilhões, com destaque para o mercado de madeiras, peixes e plantas ornamentais e medicinais.

Na avaliação de Amaral, “o posicionamento do Brasil no mercado global legal é extremamente tímido, quase inexistente”, comenta. Na opinião dele, o país que é o detentor da maior diversidade do planeta em espécies animais, mantém uma gestão ineficiente da sua fauna. “O comércio ilegal encontra no Brasil um profícuo mercado nacional e internacional”, adverte.

Apesar de todas as tentativas de defesa, presume-se que o país perca anualmente com o tráfico de animais – sem contar com a biodiversidade ameaçada – em torno de US$ 1,5 bilhão de acordo com o levantamento da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).

Fonte: Valor Econômico

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