Em Belém, turistas estrangeiros fazem fila para provar sabores da Cairu

A sorveteria Cairu é um dos principais pontos turísticos de Belém, no Pará. Há 50 anos, quando foi fundada, seus sorvetes feitos à base de frutas amazônicas não ultrapassavam a divisa do estado. Recentemente, sua fama conquistou o mundo, quando os sabores de açaí, cupuaçu, bacuri, taperebá ganharam uma página do jornal “The New York Times”. Desde então, mais estrangeiros fazem fila em uma das 15 lojas, da Cairu, em Belém.

De julho a janeiro a produção da fábrica de Belém, que abastece os centros de distribuição em Manaus, Palmas e Brasília, triplica para três toneladas diárias. Esta época coincide com o verão amazônico, período do ano com menos chuvas.

No mês de outubro, a produção diária chega a cinco toneladas diárias, durante as comemorações do Círio de Nazaré, a festa religiosa e principal atração do calendário paraense.

A instalação da segunda fábrica, há 15 anos, no subúrbio carioca do Méier, marcou a expansão da marca regional. Lá é produzida uma tonelada diária de sorvete para atender restaurantes, hotéis e pontos de venda nos estados do Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Embora a Cairu tenha como produção principal o sorvete de massa, nas férias de julho e durante o verão, fabrica 90 mil picolés que são vendidos nas praias paraenses, por ambulantes. “Temos um apelo regional forte”, diz o empresário Armando José Laiun, que junto com três irmãs toca o negócio familiar.

Lauin não fala em números. Mas seus planos para os próximos cinco anos envolvem investimentos e a possibilidade de encontrar um sócio para desenvolver o plantio e cultivo de diversas frutas, em especial, o açaí – que por oxidar rapidamente, exige reposição diária de estoque. A Cairu tem dez fornecedores de frutas. “Como não podemos estocar açaí, na entressafra, quando a produção baixa e a qualidade cai por causa das chuvas, a fruta fica mais cara”, diz.

Fonte: Valor Econômico

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