Amazonas possui 1,2 médico para cada mil habitantes, aponta pesquisa

De acordo com a pesquisa, o Amazonas, que possui 3.590.985 habitantes (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), é, hoje, o sexto estado com menor número de médicos do País, perdendo apenas para Acre, Piauí, Amapá, Pará e Maranhão

O Amazonas possui, atualmente, 4.016 médicos, o que representa 1,2 profissional para cada mil habitantes, número abaixo da média brasileira, hoje em 2 médicos para cada mil residentes no País. Os dados são do estudo Demografia Médica no Brasil (Volume 2 – Cenários e indicadores de distribuição), elaborado pelos Conselhos Federal de Medicina (CFM) e Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). De acordo com a pesquisa, o Amazonas, que possui 3.590.985 habitantes (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), é, hoje, o sexto estado com menor número de médicos do País, perdendo apenas para Acre, Piauí, Amapá, Pará e Maranhão.

Individualmente, Brasília possui a maior quantidade de profissionais na relação médico/paciente: são 2,52 para cada mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 2,5 para cada grupo com este quantitativo.

Os médicos residentes no Amazonas ocupam 7.132 postos de trabalho, o que aumenta a média para 2.05 profissionais para cada mil habitantes. Contudo, se considerados apenas os médicos que atuam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – 2.814 -, a média para cada mil pessoas cai para 0,75. Ou seja: menos de um médico para cada grupo.

De acordo com a pesquisa, “regiões economicamente menos desenvolvidas, e interiores de estados com grandes territórios e zonas rurais extensas têm, sabidamente, maior dificuldade para fixar e atrair profissionais médicos. A relação médico habitante por estado ou região é insuficiente para caracterizar a penúria de municípios longínquos, de difícil acesso, com carência severa de profissionais e, portanto, sem assistência médica permanente. É o caso, por exemplo, da chamada Amazônia Legal, que engloba trechos de vários estados brasileiros”. Entre eles, o Amazonas.

Nessas áreas, a falta de médicos em muitas localidades tem relação com os péssimos indicadores sociais (Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, renda, escolaridade, saneamento, etc), baixa capacidade instalada de serviços de saúde, densidade populacional, extensão territorial e distância de centros urbanos, com consequente ausência de meios de transporte, deslocamentos difíceis, com distâncias muitas vezes contadas em horas ou dias e poucos meios de comunicação, aponta o estudo.

Ele destaca, ainda, que as três unidades com as menores taxas de médicos em atividade são todas da região Norte: Roraima, com 46,20%, Acre, com 52,20%, e Amazonas, com 56,40%.

Em 2010, todos os estados apresentavam taxas bastante próximas, entre 0,82 e 1,34. Já em 2050, quando pelas projeções a região Norte, hoje a última das seis regiões do País em número de médicos, atinge razão de 4,24 médicos por 1.000 habitantes, superando a taxa do Nordeste, as diferenças entre os estados se acentuam. Enquanto o Amazonas chega a 5,80 – acima da taxa nacional de 4,24 –, estados próximos como Amapá, Pará e Tocantins ficam com 1,26, 1,69 e 2,02 médicos por 1.000 habitantes, respectivamente. A região com maior número de profissionais na relação médico/paciente é o Sudeste atualmente.

Graduação e especialidades

De acordo com o estudo, entre 1980 e 1989, 679 médicos se graduaram no Estado – todos na capital. Desses, apenas 377 permaneceram atuando no Amazonas -18 no interior e 359 na capital.

O número de médicos, de fato, no Amazonas, é superior ao apontado no início da pesquisa, uma vez que, além dos 4016 em atividade, existem outros 3.108 estão inativos, ou seja, aposentados.

Outra curiosidade apontada pelo CFM é a quantidade de médicos formados no exterior residentes no Amazonas: 273. O estado possui ainda em seu quadro 1.929 especialistas e 2.047 generalistas. Entre as especialidades, as que mais se destacam em maior número são as seguintes: pediatria (310), ginecologia e obstetrícia (290), cirurgia geral (231), clínica médica (208) e anestesiologia (198).

Fonte: A Crítica

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