Histórias de reencontros de parentes marcam trajetória da Rádio Nacional da Amazônia

Em uma fazenda no interior do Pará, um adolescente de pouco menos de 18 anos ouve, no rádio, o apelo de uma mãe que procura pelo filho há 12 anos, desde que o marido a expulsou de casa. Sem documentos e sem autorização do pai, o ouvinte da Rádio Nacional da Amazônia precisou esperar dias para que representantes do Conselho Tutelar de Pacajá se sensibilizassem com o caso e organizassem toda a documentação para o retorno ao convívio com a mãe. Os dois vivem juntos até hoje.

A história que se assemelha a um enredo de novela não apenas é real como é acompanhada pela comunicadora Sula Sevillis, que apresenta o programa Ponto de Encontro da Rádio Nacional da Amazônia, há 28 anos. O ouvinte ainda mantém o contato com Sula para contar detalhes da nova vida. As cartas com esse tipo de apelo, com recados para parentes ou dúvidas sobre direitos e serviços, chegam diariamente ao estúdio do programa. Pelos telefones, ouvintes ocupam por mais de uma hora a programação, com mensagens e agradecimentos.

“Sabemos que quase 60 famílias se reencontram por ano por causa do programa. Mas esse número pode ser maior porque muitos não voltam a ligar”, contabiliza ela. “Rádio é minha vida. Não me vejo fora daqui. Isso que faço é a principal coisa na minha vida”, conta, emocionada ao destacar a capacidade do veículo de chegar aos lugares mais distantes levando informação e serviço.

No caso da Rádio Nacional da Amazônia – que, desde 1977, quando iniciou as transmissões em ondas curtas, chega a regiões onde internet e televisão são serviços restritos – a relação entre os comunicadores e a comunidade é ainda maior. “Os ouvintes dizem que sou a companheira diária deles, porque estou em suas casas, preparamos o almoço ‘juntos’, ‘vou para a fazenda com eles’. O comunicador entra na casa dessas pessoas e elas sentem como se nós fizéssemos parte da família delas”, descreveu Sula Sevillis.

Quase 60 milhões de pessoas em toda a Região Norte e os moradores de estados como o Maranhão, o Piauí, a Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás recebem os sinais da emissora. “A Nacional da Amazônia nunca foi uma emissora apenas de entretenimento, sempre levamos informação e serviço para essas pessoas e uma visão diferente de um mundo que estão longe dessas regiões remotas que não têm, em muitos casos, acesso à internet, por exemplo”, disse ela.

Os relatos de reencontros se somam, na trajetória da emissora, a histórias de pessoas que retomaram estudos ou de idosos que descobriram direitos e conseguiram mudar suas vidas. Essa aproximação do ouvinte é uma característica também da Rádio Nacional AM de Brasília. A emissora tradicional e popular mantém, desde 1958, o espaço na programação para a participação do ouvinte.

Uma das primeiras pessoas a testemunhar o início dessa relação entre ouvintes e as emissoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi Edson de Jesus Nery, conhecido carinhosamente como Burrinho. O operador que chegou à Rádio Nacional como estagiário em 1965, hoje coordena a área responsável pela logística dos programas e apresenta, há 35 anos, programas com canais diretos com o ouvinte.

“Eles sabem que aqui a gente ouve as mensagens. Os ouvintes ligam para brincar, para mandar recados para os parentes que estão longe. A emissora sempre esteve do lado do povo e transmite tudo pensando no interesse de quem nos ouve”, disse ele, ao destacar que “as pessoas ligam para agradecer”.

Por: Carolina Gonçalves
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Juliana Andrade

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2 comentários em “Histórias de reencontros de parentes marcam trajetória da Rádio Nacional da Amazônia

  • 12 de setembro de 2014 em 11:41
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    Oi SULLA MEU NOME E REINALDO DOS SANTOS NEVES ESTOU PROCURANDO MEU TIO ANTONIO SOUSA NEVES FILHO DE ROSA SOUSA NEVES ELE ESTA DESAPARECIDO DESDE 1988 SEUS IRMAO JOSE SOUSA NEVES BASTIAO SOUSA NEVES QUE MUITO ENCONRA ELE SAIU DE SAMBAIBA MARANHAO HUMO AO PARA NAO SABEMOS QUAL A CIDADE DEPOIS DISSO NUNCA MAIS TIVEMOS PARADERO DELE SIM VC ENCONTRAR ENTER EM CONTATO COM A GENTE 9981191771

  • 19 de julho de 2013 em 21:38
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    oi edelsom moura meu nome e alaide moro em berilo mg na comunidade de vai lavando peço sua ajuda vou contar minha historia. tenho um tio por nome de marcelino alexandre da rocha que mora em ji parana rodonia ele tem 86 anos e tem a doença de chagas e esta no seu coraçao nao va ao medico com medo de que os medicos o mata coisa de idoso saiu de minas ainda adolecente no tempo da escravidao deixando para tras seus pais e irmaos e nunca mais deu notiçias o nome de seu pai era joao alexandre da rocha e de sua mae dona rosa dias pereira. no ano de 2012 recebi uma ligaçao de um telefone publico aqui do povoado uma senhora por nome de glorinha que e vizinha de marcelino que mora tambem em ji parana mantive contato com ela ela disse que ele foi casado mas separou de sua esposa e nao tem filhos mora sozinho e quer que um sobrinho dele va morar com ele.em mg ele tem tres irmaos vivos .minha mae geralda tem 74 anos minha tia maria tem 85 anos e tio manoel tem 76 anos ele tambem passa por um problema de saude faz tratamento em ribeirao preto. seus pais ja morreram e alguns de seus irmaos. tambem os tres irmaos nao tem condiçoes de pagar passagem para ji parana rodonia por esse motivo peço sua ajuda . sou alaide sobrinha de marcelino se voce edelsom moura me ajudar estou disposta a visitar meu tio marcelino se for possivel ate trazer ele aqui para minas gerais… edelsom moura e marcia fereira deus abençoe voces ok os nomes dos irmaos de marcelino alexandre da rocha. sao manoel alexandre da rocha .maria alexandre dias e geralda alexandre dias e souza.

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