“Existia um cartel criminoso trabalhando em conluio contra a sociedade acreana”, diz PF

O delegado Maurício Moscardi, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal no Acre, disse que existia no Estado um cartel criminoso trabalhando em conluio contra a sociedade acreana ao fraudar licitações de obras públicas.

Moscardi entregou à desembargadora Denise Castelo Bonfim, do Tribunal de Justiça do Acre, o relatório da Operação G-7, composto de sete volumes e dez apensos, que totalizam mais de 4 mil páginas.

Veja entrevista com Maurício Moscardi:

Além das escutas telefônicas, o que mais existe no inquérito que comprova fraudes em licitação?

Um monte de documentos, licitações adulteradas, diligências de campo, fotos, documentos juntados durante as buscas, como fotos de agendas que obtivemos no cumprimento dos mandados de busca, onde eram divididos os lotes das casas da Cidade do Povo. Tem muita coisa que vai servir de bom elemento probatório.

Como avalia o esforço do governo estadual e de políticos do PT em desqualificar a investigação da Polícia Federal?

A Polícia Federal é uma polícia de Estado, republicana, que não trabalha para um governo ou determinado governante. Portanto, é uma polícia que trabalha com o que deve ser trabalhado. O que queremos é o bem da sociedade. Não buscamos os novos criminosos. Na verdade buscamos fatos criminosos que nos levam a determinadas pessoas. É o que a Polícia Federal faz: investiga, e investiga bem feito, pautada na legalidade, na Constituição Federal, no Código de Processo Penal.

Quem mais foi indiciado?

Houve mais seis indiciamentos de empresários ligados ao esquema criminoso do cartel.

O trabalho da Polícia Federal está encerrado ou terá continuidade?

Alguma coisa ainda será dada continuidade. Alguns relatórios complementares ainda serão enviados para a desembargadora Denise Bonfim. Alguns trabalhos em mídia ainda estão sendo executados e serão encaminhados posteriormente.

Algo surpreendeu a Polícia Federal durante as investigações?

Na verdade, tudo o que a gente esperava, que era encontrar mais elementos criminosos, aconteceu durante as buscas realizadas em residências, empresas e órgãos públicos. Isso veio a corroborar a ideia da Polícia Federal de que existia um cartel criminoso trabalhando em conluio contra a sociedade acreana.

Por: Altino Machado
Fonte: Terra Magazine/ Blog da Amazônia 

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