Dona das marcas Sadia e Perdigão assina acordo pela pecuária sustentável

Trabalho do MPF busca, principalmente, reduzir o desmatamento ilegal na Amazônia

A empresa BRF, criada a partir da associação entre Perdigão e Sadia, assinou nesta quinta-feira, 13 de junho, termo de ajustamento de conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público Federal (MPF) para a regularização socioambiental da cadeia produtiva da carne nos Estados que integram o bioma amazônico. O acordo segue o modelo do documento assinado em 2013 por outros grandes frigoríficos do país.

Com a assinatura, a BRF assume o compromisso de comprar matéria-prima apenas de produtores rurais que não cometam desmatamento ilegal, façam a identificação das suas propriedades – por meio de inscrição nos cadastros estaduais existentes –, iniciem o processo de licenciamento ambiental e não tenham ocorrência de trabalho escravo, invasão de unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. “É um amadurecimento da política de sustentabilidade da empresa. Além de assinar o TAC, nos comprometemos a apoiar todas as iniciativas do MPF no sentido de melhorar não só a cadeia produtiva da carne, como todo o ramo do agronegócio brasileiro”, disse Wilson Mello Neto, vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF, que também é responsável por marcas como Batavo, Elegê e Qualy.

Para o procurador da República Daniel César Azeredo Avelino, o acordo fortalece “demasiadamente o trabalho do MPF no combate ao desmatamento e ao trabalho escravo na região amazônica. Agora, temos papel de auxiliar as empresas a obterem com órgãos públicos os dados necessários ao cumprimento do TAC”. Avelino é coordenador do grupo de trabalho Amazônia Legal, vinculado à 4ª Câmara de Coordenação do MPF (meio ambiente e patrimônio cultural), que nos últimos vem atuando em prol da sustentabilidade da pecuária brasileira.

Segundo o procurador da República Felipe Bogado, com o acordo de hoje, “fecha-se o último elo com as grandes empresas do setor frigorífico. O foco passa a ser no acompanhamento e na fiscalização para que se garanta o efetivo cumprimento”. O também procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes ressalta que o trabalho está constante evolução e que a experiência dessas empresas permitirá que os mecanismos de controle sejam aperfeiçoados: “Está claro que o Brasil vem elevando seu nível socioambiental. Com isso, ganha não apenas o cidadão, mas todo o mercado de carne brasileiro, inclusive com melhoria de sua imagem no cenário internacional”.

Fonte: MPF – Ministério Público Federal

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