Técnica ajuda a evitar a destruição de seringais cultivados na Amazônia

Embrapa desenvolveu plantas melhoradas geneticamente. Elas são resistentes a um fungo que provoca doença “mal das folhas”.

A doença é provocada por um fungo, que ataca as folhas justamente na época em que a árvore está renovando a copa e impede o desenvolvimento da seringueira.

Ao longo de 30 anos, a Embrapa vem desenvolvendo soluções para enfrentar o problema e agora acredita que tenha chegado a uma técnica que garante a sanidade e a produtividade do plantio de seringais na Amazônia.

No processo, a árvore recebe dois enxertos. Em uma árvore que é resultado do trabalho, embaixo, no cavalo, observa-se uma seringueira nativa. No tronco uma variedade selecionada, que a Embrapa já comprovou ser produtiva e com látex de boa qualidade, e ainda uma terceira planta, cruzamento de variedades que dão resistência à copa.

No campus da Embrapa no Amazonas, árvores plantadas há 14 anos continuam saudáveis e produzindo. A copa verde contrasta com outras seringueiras que não receberam o enxerto e estão secas.

O ano passado, o Amazonas produziu cerca de 800 toneladas de borracha, que foram insuficientes para abastecer o estado.

O Brasil também precisa importar ainda látex de países da Ásia. De acordo com a Embrapa, o país importa, por ano, R$ 3 bilhões em borracha.

As novas plantas serão testadas em mais oito regiões da Amazônia para ter certeza que em todas as áreas, o resultado da pesquisa se repete.

Fonte: G1

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