Vazamento de 100 litros de óleo no rio Negro já foi contido, diz Marinha do Brasil

Em nota, a Marinha destaca que o incidente ocorrido no Negro não possui nenhum tipo de relação com o ocorrido em Napo, na selva equatoriana

A Marinha do Brasil divulgou nesta quinta-feira (6) uma nota com esclarecimentos sobre um vazamento de aproximadamente 100 litros de óleo diesel no rio Negro, em uma área próximo a Manaus, na última segunda-feira (3). Segundo a nota, o vazamento já foi contido e não possui nenhum tipo de relação com outro ocorrido em Napo, na selva do Equador.

O incidente aconteceu no Terminal Aquaviário de Manaus da Transpetro, localizado à margem direita do rio Negro. A assessoria de comunicação da Marinha ressalta que a área afetada já se encontra limpa e livre de qualquer tipo de material poluente.

Ainda segundo informações da Marinha, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) acionou uma lancha com uma equipe de Inspetores Navais para o local para realizar a fiscalização das ações da empresa.

A CFAOC instaurou Inquérito Administrativo para apurar as causas e responsabilidades do incidente. A empresa Transpetro foi notificada de acordo com os procedimentos de autuação normatizados pela Marinha. O Tribunal Marítimo deve julgar a punição para o responsável pelo vazamento.

Em Manaus, a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, participa de um Núcleo de Acompanhamento

Equador

O vazamento na selva equatoriana ocorreu no último dia 31 de maio e é acompanhado pelas autoridades do país.

O secretário do Subcomando de Ações da Defesa Civil do Amazonas (Subcomade), coronel Roberto Rocha, informa que se reuniu, na manhã desta quinta-feira (6), com o comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Domingo Sávio, para traçar uma estratégia de acompanhamento, monitoramento e evolução do deslocamento das manchas de óleo provenientes de um vazamento de um oleoduto no Equador, que atinge o rio Napo, afluente do rio Amazonas no Peru.

Devido à proximidade geográfica, há uma ameaça do Rio Solimões ser atingido e consequentemente afetar diversas comunidades do Alto Solimões, podendo causar danos ambientais nesta região. No encontro, foi estabelecida a criação de um núcleo de avaliação e controle que reunirá representantes da Defesa Civil, Marinha, Exército, Aeronáutica, Petrobras, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

O núcleo vai acompanhar informações oficiais do Governo Peruano e traçar um plano de medidas preventivas e de atuação de toda equipe do núcleo, principalmente no auxilio com informações providas das áreas afetadas.

Fonte: A Crítica

Deixe um comentário