Governador pede inclusão de Rondônia em rodadas de gás e petroleo

Segundo Confúcio Moura, antigas usinas a diesel podem ser reativadas para abastecer o SIN pelo linhão do Madeira

O governador de Rodônia, Confucio Moura, solicitou ao Ministério de Minas e Energia a inclusão da região da Chapada dos Parecis nas rodadas de licitação de gás e petróleo promovidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Moura afirma que estudos prévios realizados na região pela Petrobras identificaram a existência de jazidas, e acredita que o gás encontrado naquela bacia pode ser usado para a produção de energia nas termelétricas desativadas no mês passado, com a integração do sistema Acre-Rondônia ao Sistema Interligado Nacional.

“Seria uma solução excelente, oportuna, para a gente utllizar o gás na produção de energia e utilizar o linhão que ficou pronto esse mês, que liga Porto Velho a Araraquara, São Paulo. Ele vai ficar subutilizado nos periodos dos lagos vazios [das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio]”, afirmou o governador, ao chegar para encontro com o ministro do Minas e Energia, Edison Lobão, no fim da tarde da última quinta-feira, 22 de agosto.

Confúcio Moura explicou que no período de seca a energia produzida nas usinas do Madeira será usada para abastecer apenas os estados do Acre de de Rondônia, mas é possível manter o ano todo o fluxo de energia para o Sistema Interligado, por meio do linhão de transmissão, se as termelétricas do sistema isolado, que são bicombustível, forem religadas para operação a gás. “É um prejuízo operacional muito grande. Então, entrando o gás, qualquer fonte que venha, incluído o gás de Rondônia, soluciona o problema”, acrescentou.

Segundo o governador, o desligamento das termelétricas a óleo diesel com a interligação deu um prejuízo anual de R$ 160 milhões ao estado, com o fim da cobrança do ICMS. Ele garantiu que elas foram preparadas para usar também o gás da bacia de Urucu, no Amazonas, o que não ocorreu.

Na saída da reunião, Moura disse que o secretario de Petróleo e Gás do MME, Marco Antônio Martins Almeida, ficou encarregado de estudar a inclusão do estado no próximo processo licitatório da ANP. Ele disse que estados como Amazonas, Acre e Mato Grosso entraram na licitação e não entende como Rondônia ficou fora dessa lista.

Por: Sueli Montenegro
Fonte: Canal Energia 

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