Amazonas surge em agosto entre os que mais desmatam a Amazônia

O desmatamento na Amazônia, em agosto de 2013, atingiu uma área de 185 Km², o que representou uma redução de 20% em relação a agosto de 2012 quando o desmatamento somou 232 Km², de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (17) pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), organização não governamental sediada em Belém (PA).

O desmatamento, que é caracterizado pela supressão total da floresta, ocorreu principalmente no Pará (41%) e Amazonas (28%). A maioria (58%) em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (20%), Unidades de Conservação (21%) e Terras Indígenas (1%).

Os municípios mais desmatados foram Altamira e Novo Progresso, ambos no Pará, mas fazem parte da lista Porto Velho (RO), Lábrea, Novo Aripuanã e Apuí, no Amazonas.

As florestas degradadas na Amazônia somaram 92 Km² em agosto de 2013. Desse total, a maioria (52%) ocorreu no Mato Grosso, seguido pelo Pará (47%) e Amazonas (1%). Em relação a agosto de 2012, quando a degradação florestal somou 60 Km², houve um aumento de 53%.

Em agosto de 2013, o desmatamento detectado pelo Imazon comprometeu 3 milhões de toneladas de CO² equivalente, o que representa um aumento de 175% em relação a agosto de 2012.

Foi possível ao Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon monitorar 80% da área florestal na Amazônia enquanto em agosto do ano passado havia menos nuvens e foi possível monitorar 84% do território. Os outros 8% do território florestal estavam cobertos por nuvens, o que dificultou a detecção do desmatamento e da degradação florestal.

Clique aqui para baixar o Boletim Transparência Florestal da Amazônia Legal produzido pelo Imazon.

Por: Altino Machado
Fonte: Terra Magazine/ Blog da Amazônia 

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