Ambientalistas ainda aguardam autorização para consulta popular sobre Yasuní

A Corte Constitucional equatoriana parece estar fazendo ouvidos de mercador à demanda do grupo ambientalista Amazonia por la Vida de convocar uma consulta popular sobre a exploração de petróleo no Parque Yasuní. A entidade apresentou inclusive a pergunta a ser feita durante a consulta popular: “Você está de acordo com que o governo equatoriano mantenha o petróleo do ITT, conhecido como bloco 43, indefinidamente sob o subsolo? Sim – Não”. Desde o dia 22 de agosto último, espera por uma resposta.

A Consulta Popular tem o objetivo de verificar se a população quer ou não que seja explorado petróleo no bloco chamado ITT (Ishpingo, Tambococha e Tiputini) do parque localizado na Amazônia equatoriana. O presidente do Equador, Rafael Correa, já anunciou que autoriza a exploração. Amazonia por la Vida afirma que sua solicitação está baseada no artigo n° 104 da Constituição do Equador, que garante que a população solicite a realização de consulta popular para assuntos de interesse geral relacionados ao Estado. Para a consulta ser realizada, é preciso ainda coletar as assinaturas de 5% dos eleitores do país.

Diante do silêncio, a entidade deve apresentar, nesta segunda-feira, 16 de setembro, uma carta à Corte Constitucional para que aprove a pergunta a ser apresentada na consulta. É necessário que o texto da questão seja considerado constitucional, para que o Conselho Nacional Eleitoral possa emitir os formulários para a coleta de assinaturas que permitam ao país realizar a Consulta que decidirá o futuro de Yasuní.

A Plataforma Nacional Yasunidos divulgou recentemente uma declaração de apoio na qual convoca a população a assinar a carta à Corte Constitucional, para que aprove a dita pergunta. Sugestões, ideias, opiniões e apoio à coleta de assinaturas podem ser feitos via e-mails: mifuturoyasuni@amazoniaporlavida.orge info@amazoniaporlavida.org.

Deixe um comentário