Mulher quilombola do Tocantins vence concurso de cinema e tem vida contada em filme

Curta ‘Mulher Guerreira’ mostra vida de Carlucia Soares: mãe, mulher, negra, pedreira e quilombola

A trajetória de luta e perseverança da tocantinense nascida em uma comunidade quilombola, Carlucia Soares, – hoje com 26 anos – será o enredo de um curta-metragem produzido pela própria protagonista.  Mãe, mulher, negra e única pessoa a exercer a atividade de pedreira em sua comunidade natal, Carlucia é uma das vencedoras do Concurso Nacional de Historias do Revelando os Brasis, promovido pelo Instituto Marlin Azul e patrocinado pela Petrobras.  Nesta semana, a tocantinense finaliza um curso de cinema no Rio de Janeiro e retorna à cidade de Arraias, onde mora, para começar a rodar seu primeiro roteiro cinematográfico.

Carlucia Soares. Foto: Divulgação/Petrobras

No filme intitulado ‘Mulher Guerreira’, Carlucia narrará dificuldades e preconceito que enfrentou ao longo dos anos e como venceu cada obstáculo. “Essa oportunidade é tudo pra mim. Meu objetivo agora é despertar na sociedade que todo ser humano tem valor, destacando a igualdade entre homens e mulheres, independentemente de cor, sexo, religião e profissão. O instrumento para alcançar essa meta será o meu filme”.

A quinta edição do concurso selecionou 20 moradores de pequenas cidades de vários estados brasileiros (com até 20 mil habitantes) para participar de uma jornada pelo mundo do cinema. Por meio da iniciativa, realizada pelo Instituto Marlin Azul, o grupo embarcou para o Rio de janeiro para frequentar, durante duas semanas, aulas de cinema e produção audiovisual.

De acordo com a coordenadora do projeto, Beatriz Lindenberg, a equipe vencedora do concurso é formada por dez professores, três jornalistas, dois produtores culturais, uma pedreira (Carlucia), um vendedor, uma estudante, um sociólogo e um ferroviário aposentado. “Essa quinta edição está especial e, certamente, teremos histórias muito interessantes pra contar e mostrar. Em todos os anos, o apoio da Petrobras tem sido primordial para fazer o projeto acontecer”, relatou.

As aulas acontecem no Centro Cultural da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Além de introdução à linguagem audiovisual, os alunos ainda participarão de aulas sobre roteiro, direção, produção, fotografia, direção de arte, som, edição e finalização, pesquisa, mobilização, direitos autorais e comunicação colaborativa. Depois do curso os selecionados retornarão às suas cidades para transformar as histórias reais – ou inventadas – em filmes com até 15 minutos de duração. Nesta fase, eles contarão com apoio de uma produtora regional, que irá providenciar os equipamentos de câmera e de som digitais, com operadores.

Fonte: Portal Amazônia

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