Usina de Jirau solicita esvaziamento imediato do reservatório da usina de Santo Antônio

Uma notificação enviada pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Ibama, à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), afirma que a hidrelétrica de Santo Antônio está desrespeitando o limite de acumulo de água em seu reservatório estabelecido pelo seu projeto.

De acordo com o documento que foi divulgado pela revista Valor Econômico, o consórcio afirma que a autorização concedida pelo Ibama, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, dá conta de que a altura máxima suportada por Jirau é de 74,8 metros em relação ao reservatório da usina de Santo Antônio. Esta, no entanto, UHE Santo Antônio estaria operando com um reservatório que, na semana passada, teria ultrapassado a cota de 75 metros.

“Tal fato, além de não respeitar o limite estabelecido por imposição do projeto estrutural da usina de Jirau, está ocasionando diversos impactos na estrutura do empreendimento e demais existentes no canteiro de obras”, alega o ESBR no documento.

Entre os impactos apresentados estão problemas envolvendo desde a transposição dos peixes até a instalação de novas turbinas em Jirau, pois a casa de força da usina já foi inundada devido a pressão que recebeu das aguas do madeira.

No documento é solicitado o imediato esvaziamento do reservatório para que a obra volte ao seu andamento normal e que as estruturas do que já foi construído não seja danificada.

Mesmo com o reservatório operando no limite, comunidades que vivem em distritos portovelhenses à margem do rio Madeira já estão sofrendo com a maior enchente dos últimos cinquenta anos. Se a UHE Santo Antônio iniciar o esvaziamento do seu reservatório, Porto Velho e os distritos do baixo madeira entrarão em colapso social e ambiental

Fonte: RondôniaoVivo

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4 comentários em “Usina de Jirau solicita esvaziamento imediato do reservatório da usina de Santo Antônio

  • 19 de abril de 2014 em 22:14
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    Com todos os pareceres técnico desfavoráveis ou superficial mesmo assim esses petralhas usam mau o dinheiro publico e não respeitam as populações com suas particularidades locais.
    Pergunto: pelo histórico desse individuo que se sente dono do pais ainda vamos tolerar experiências como esta.
    E a outra que era ministra fez de tudo para aprovar isso com atropelos ao parecer técnico, mudou de facção e vem como boazinha salvadora da pátria e com a sede de poder novamente e com as criticas ao próprio feito.

  • 7 de março de 2014 em 11:21
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    o ibama é tão rigoroso na liberação de um empreendimento de grande impacto ambiental e alem disto um monte de ongs enchendo o saco de todo mundo e a parte mais importante e é a realidade regional ninguem leva em conta que são as cheias naturais do amazonas, será que não faltou nada?

  • 17 de fevereiro de 2014 em 10:42
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    Estou decepcionada com essa porcaria de usina e triste com a situação que o municipios que meus pais moram no caso nova mamoré, e guajara-mirim se encontrar, governo furta tanto para construir essas merdas e que ainda põe em riso a vida da sociedade.

  • 12 de fevereiro de 2014 em 11:23
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    Obra do Brasil! Esse país é mesmo o da piada pronta. Esqueceram de considerar as grandes cheias do rio Madeira? Quem vai se responsabilizar?

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