Acre: BR-364 vai liberar tráfego só para alimentos e combustível

Caminhão na BR-364, única via de acesso terrestre do Acre ao restante do país, coberta pela cheia do Rio Madeira.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), por medida de segurança, decidiram que o tráfego na BR-364, única via de acesso do Acre ao restante do país, a partir de sexta-feira (21) será restrita a caminhões carregados de alimentos e combustível para o Acre e regiões de Rondônia atingidas pela cheia histórica do Rio Madeira.

Vários trechos da rodovia federal estão cobertos por uma lâmina de água com até um metro e o Rio Madeira não para de subir. Às 9h45 desta manhã, o nível do rio atingiu 19,35m, em Porto Velho (RO), segundo dados da Agência Nacional de Águas. Mais de 12 mil pessoas tiveram que deixar suas casas na cidade e estão em abrigos improvisados pela Defessa Civil Estadul.

Os governadores Tião Viana (PT) e Confúcio Moura (PMDB), do Acre e Rondônia, estiveram reunidos em Porto Velho tratando de novas medidas que possam assegurar o tráfego de caminhões na BR-364 e garantem o abastecimento do Acre.

O Acre tem enfrentado problemas de abastecimento de combustível e alimentos. Aviões da FAB estão sendo usado para transportar cargas alimentos perecíveis e medicamentos. Tratando de alternativas para o transporte de cargas de Porto Velho à Rio Branco.

A maior cheia do Rio Madeira já dura mais de um mês, o que forçou o DNIT e a PRF a limitarem o tráfego na BR-364 a caminhões, no período das 6h às 19h. A nova medida, de restringir o tráfego a veículos carregados com alimentos e combustível, foi anunciada durante dos governadores do Acre e Rondônia. Cerca de 500 carretas transitam diariamente na rodovia federal com destino ao Acre em situação, segundo a PRF.

– Os trechos inundados estão a cada dias mais críticos e nós e o DNIT só estamos mantendo a passagem dos veículos de carga, devido a necessidade de abastecer o estado do Acre – disse o inspetor da PRF, João Bosco Ribeiro.

Por: Altino Machado
Fonte: Terra Magazine/ Blog da Amazônia 

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