Acre enfrenta dificuldade para fornecer água tratada na capital

Trecho da BR-364 inundado pelo Rio Madeira

O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) reduziu o fornecimento de água tratada em 50 dos 212 bairros da cidade por causa do “desabastecimento gradual e crescente” de insumos motivado pelo bloqueio da BR-364, única via de ligação terrestre do Acre com o resto do País, inundada pela cheia do Rio Madeira.

O desabastecimento de itens básicos para manutenção das atividades públicas e privadas, como insumos para o tratamento de água, levou o governo do Acre, na segunda-feira (7), a decretar estado de calamidade pública no Estado.

O presidente do Saerb, Beto Nunes, disse que o governo estadual está se utilizando de transporte aéreo, fluvial e terrestre para manter os estoques de produtos químicos necessários para o tratamento e distribuição de água nos 22 municípios, além do tratamento de efluentes de esgoto em Rio Branco.

Beto Nunes informou que várias carretas estão retidas em Porto Velho com sulfato, clorogas e Policloreto de Alumínio (PAC), que é um composto inorgânico, solúvel, usado no tratamento de água.

No período das chuvas, aumenta a turbidez dos rios que servem de mananciais para captação de água bruta, o que reduz a vazão para conseguir tratar a água, que é mais suja que no período de estiagem. Em Rio Branco, com nível de 11,24m, o Rio Acre permanece abaixo da cota de alerta e de transbordamento.

– Os 50 bairros não estão totalmente sem água. O que fizemos foi reduzir o fornecimento. Nesta quinta-feira, vai chegar um avião carregado de policloreto de alumínio. A quantidade é suficiente para normalizar o abastecimento nos próximos 20 ou 25 dias. Além disso, vamos transportar insumos em caminhões menores na BR-364 – acrescentou o presidente do Saerb.

Por: Altino Machado
Fonte: Terra Magazine/ Blog da Amazônia 

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