Com décadas de atraso, ferrovia Norte-Sul finaliza ligação das duas regiões

A Valec deu na última segunda-feira (12) o primeiro passo para, quase três décadas depois de iniciada, a ferrovia Norte-Sul finalmente possa ligar essas duas regiões do país.

A partir desta terça-feira (13) a estatal começa a receber pedidos de empresas de transporte para utilizar a malha da ferrovia entre Palmas (TO) e Anápolis (GO). Essa obra, que chegou a ser “inaugurada” pelo presidente Lula em 2010, deverá estar pronta para operar nos próximos meses.

A Norte-Sul já está em uso entre Tocantins e o Maranhão desde 2008. Nesse trecho, a via foi concedida à iniciativa privada e é operada pela Vale.

Trilhos da ferrovia Norte-Sul em trecho a ser operado pela Valec em Anápolis, no interior de Goiás

O novo trecho conseguiria fazer a integração com ferrovias já existentes no país, que têm um ramal que chega a Anápolis e vai para outros Estados do Centro-Oeste e Sudeste.

A Valec será responsável por operar o trecho ligando Tocantins a Goiás. Seguindo um novo modelo ferroviário, a disponibilidade de transporte da via será repassada a quem pedir. No modelo anterior, a linha era concedida a uma empresa que transportava as cargas com exclusividade no trecho.

A Valec informou que as projeções apontam que, num primeiro momento, a quantidade de pedidos será menor que a capacidade da linha e, caso isso ocorra, todos serão atendidos. O valor a ser cobrado será igual para todas as empresas.

Os pedidos das empresas serão entregues até julho deste ano e, depois disso, a estatal vai anunciar como será a distribuição.

Atualmente, apenas as concessionárias que já operam ferrovias teriam capacidade para usar essa via. Isso ocorre porque somente elas teriam locomotivas e vagões necessários para isso.

A esperança do governo é que outras companhias possam comprar equipamento para utilizar a linha. E também passar pelos trilhos que são hoje administrados pelas concessionárias.

Para isso, o governo terá antes que criar regulamentos específicos para essa companhias, o que foi prometido para o ano passado mas ainda não aconteceu.

Por: Dimmi Amora
Fonte: Folha de São Paulo 

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