Fifa assume Arena da Amazônia com 99,7% de conclusão, a 21 dias da Copa

Estádio da capital amazonense só chegará aos 100% ao fim do mundial.  Sem grandes problemas, Coordenador da UGP não apresenta preocupação

A menos de um mês para o início da Copa do Mundo no Brasil, a Fifa começa a assumir os estádios que sediarão os jogos do mundial a partir desta semana.  O cronograma de entrega respeita uma regra estabelecida pela Fifa, onde, pelo menos a quinze dias úteis antes do primeiro jogo em cada cidade, o estádio precisa estar à disposição da entidade.  Sendo assim, a Arena da Amazônia será entregue na manhã desta quinta-feira.

Arena da Amazônia foi inaugurada no dia 09 de março (Foto: Chico Batata)

Inaugurado no dia 09 de março, a Arena da Amazônia está em funcionamento há pouco mais de dois meses e nesse período recebeu seis eventos-testes, com públicos de 10, 20 e 40 mil. Sem grandes problemas detectados, o estádio peca, principalmente, na falta de estrutura de telefonia e internet – que estão sendo reparados antes da Fifa assumir. Fora isso, os Centros de Mídia, Convenções, credenciamento e ticketing ainda não estão concluídos.

Quanto à estrutura, sabe-se que o estádio amazonense, que receberá quatro jogos da Copa, jamais chegou aos 100% de conclusão. Nada prejudicial. De acordo com a Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP Copa) em Manaus, a conclusão total só chegará ao fim do mundial, quando a Fifa entregar o estádio, então instalações temporárias serão retiradas e o estádio será adaptado ao padrão local. A última informação oficial indicava 99,7% das obras concluídas, dado que deve ser mantido até o fim da Copa.

Entre os “ajustes finais” antes da entrega à Fifa, o coordenador da UGP Copa, Miguel Capobiango, destaca poucos pontos.  O estádio termina de receber instalações de melhoria telefônica e internet, principal problema constatado em eventos-testes.  De acordo com Capobiango, a Arena recebe “estrutura” de duas categorias: Complementares e temporárias.

– As estruturas complementares são aquelas que estão sendo implantadas na Arena e que ficarão. Por exemplo: antenas de celular. Elas estão sendo feitas por empresas de telefonia, com o investimento feito por essas empresas. O que enriquecerá a operação da Arena. Outra instalação complementar é a fibra ótica, que a Telebrás está fazendo. Isso já está em fase final. Estão finalizando as conexões físicas e começando a sincronizar com os sistemas – explicou Miguel Capobiango, em entrevista à TV Amazonas (Filiada à Rede Globo) no início desta semana.

A empresa será responsável pela construção da rede de fibra óptica que será usada na transmissão de imagens de alta definição (HDTV – vídeo e áudio) entre os Estádios/Arenas e o Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC) no Rio de Janeiro. A rede de fibra óptica será apenas para transmitir os jogos, e não para uso do público que irá ao estádio.

As estruturas temporárias, anunciadas no início de abril, são basicamente as modificações que o estádio sofrerá, única e exclusivamente, para receber os jogos da Copa do Mundo.

– Muita coisa que já está instalado nela (Arena da Amazônia), nós vamos ter que retirar, como no caso dos assentos que colocamos para a instalação das tribunas de imprensa. Vamos ter que retirar alguns assentos para a instalação das plataformas de câmera também. Enfim, quando a Copa acabar, vamos retirar essas plataformas para a recolocação dos assentos – frisou o coordenador da UGP Copa, Miguel Capobiango, à época.

“Trabalhamos quase 24 horas por dia”

Não somente a Arena, mas todo o complexo ao seu redor também ficará sob o comando da Fifa. Isso inclui a Arena Amadeu Teixeira, Ginásio localizado ao lado do estádio e que passou para tornar-se, durante o mundial, ponto de credenciamento e Ticketing; o Sambódromo, localizado atrás da Arena, que passará por ajustes para assumir o posto de Centro de Mídia e estacionamento; e o Centro de Convenções, que passa por últimas reformas e no interior já tem obras praticamente concluídas.

Sobre obras, não que a Arena não esteja concluída, mas assim como em outros estádios que receberão a Copa do Mundo no Brasil, ainda é possível encontrar “vestígios” de obras pelo entorno do novo estádio. Muita poeira e restos de materiais de construção podem ser encontrados pelos arredores e corredores internos da Arena. O mesmo acontece com os complementos do estádio (Centros citados acima). Questionado sobre a preocupação em relação a isso, Capobiango foi sincera ao admitir: “Todas preocupam”.

– Nós estamos trabalhando quase que 24 horas por dia há algum tempo. As pessoas têm acompanhado o trabalho que a gente tem feito. Fazemos no intuito de acertar. Nós procuramos fazer o possível e o impossível para que Manaus possa brilhar na Copa do Mundo – concluiu o coordenador.

SOB OS CUIDADOS DA FIFA

Neste período que antecede o início do mundial, as arenas sob comando da Fifa receberão os últimos ajustes, de acordo com normas da federação, e servirão como locais de testes e treinamentos com seguranças e voluntários. Também, todas as decisões passarão pelo crivo da entidade. Desde o credenciamento, até situações operacionais como compra e venda de produtos, e a segurança serão de responsabilidade da federação, que terá o apoio do Governo Federal.

Segundo Capobiango, nenhum trabalho será interrompido ou modificado após a entrega à Fifa. Apenas, a partir desta quinta-feira, os trabalhadores do estádio serão credenciados para atuar nas obras finais.

– Nada muda. A única diferença é que todos agora passarão por credenciamento da Fifa para poderem atuar dentro do Estádio e nos centros. Fora isso, os ajustes seguem normalmente.

O estádio de Manaus teve um custo de R$ 605 milhões, dados da UGP Copa, e receberá quatro jogos da primeira fase da Copa do Mundo: Inglaterra x Itália (Grupo D), no dia 14 de junho; Croácia x Camarões (Grupo A), no dia 18; Portugal x Estados Unidos (Grupo G), no dia 22; e Suíça x Honduras (Grupo E), no dia 25.

Fonte: Globo Esporte

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