Ministro e presidente da Contag negociam revindicações do Grito da Terra

A ampliação do número de assentamentos e a criação de um terceiro plano de reforma agrária foram dois dos principais temas abordados ontem (13) na reunião de negociações entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto.

Segundo Alberto Broch, presidente da Contag, o governo recebeu bem a pauta com 300 itens de reivindicações, que fazem parte do 20º Grito da Terra Brasil. Desde a entrega da pauta à presidenta Dilma Rousseff, esta foi a primeira reunião de negociações com a presença de um ministro. Até o fim do Grito da Terra, no próximo dia 22, ocorrerão rodadas de negociações com 15 ministros.

De acordo com Broch, a reunião de hoje com Rossetto não teve respostas concretas. “Gostaríamos de nos encontrarmos com ele [novamente] para uma negociação mais definitiva”, disse Broch. Para ele, ainda há dúvidas sobre o volume de recursos destinado ao Plano Safra da Agricultura Familiar e sobre a quantidade de assentados a serem beneficiados pela reforma agrária.

A Contag reivindica a destinação de R$ 51,4 bilhões para o pequeno agricultor, sendo R$ 30 bilhões para o crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e R$ 21,4 bilhões para políticas complementares, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Garantia-Safra e o Seguro da Agricultura Familiar. Segundo a entidade, o secretário de Política Agrícola do ministério, David Wylkerson, acenou positivamente para essa demanda durante a reunião.

Broch também definiu como prioridade da agenda agrícola o aumento do seguro renda da agricultura familiar e do seguro agrícola da agricultura familiar e mais investimentos em habitação rural.

“Nós estamos acelerando o processo de negociação. A expectativa é que, na próxima semana, possamos encerrar o processo de negociação com a definição de todas as normas do Plano Safra para o ano [agrícola] de 2014/2015”, adiantou o ministro. Para ele, haverá avanço em todas as áreas, como crédito agrícola, reforma agrária e direito à habitação rural com qualidade para os agricultores assentados.

“Há uma orientação clara da presidenta Dilma Rousseff em avançarmos nessa agenda de direitos importantes. É uma pauta positiva para o país. Traz qualidade de vida para parte importante do povo brasileiro, melhora a renda, e estimula mais alimentos para o nosso país. O que todos queremos”, concluiu o ministro.

Por: Aline Leal
Fonte: Agência Brasil – EBC
Edição: Wellton Máximo

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