Projeto Pirarucu da Amazônia realiza curso em Rondônia

Aulas sobre manejo reprodutivo da espécie serão ministradas pelos pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura

Será realizado nesta quarta-feira (11), em Cacaulândia (RO), o curso de Manejo Genético e Reprodutivo do peixe Pirarucu (Arapaima gigas). O evento faz parte do Projeto Pirarucu da Amazônia, Pesquisa e Transferência de Tecnologia, destinado a produtores de alevinos de pirarucu e técnicos envolvidos no setor de reprodução da espécie.

As aulas serão ministradas pelos pesquisadores da Embrapa Pesca e Aquicultura, lotados no Tocantins, Eduardo Sousa Varela, Adriana Ferreira Lima e Patrícia Oliveira Maciel.

A zootecnista do setor de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Marcela Matavelli, acompanhará a equipe. Ela ressalta que o curso tem o objetivo de demonstrar o manejo genético e reprodutivo de Pirarucu, salientando a importância da genética na piscicultura.

“Vamos ensinar, no manejo reprodutivo, qual a maneira mais adequada de se capturar reprodutores, e também como fazer a identificação genética e eletrônica, e a sexagem de Pirarucu”, disse Matavelli.

Além disso, a equipe da Embrapa vai apresentar pesquisas em reprodução que estão em andamento no Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), do Ceará.

Também será apresentado o manejo de reprodutores, baseado na identificação através de DNA e pedigree, para evitar o cruzamento entre parentes.

O curso também abordará técnicas de manejo sanitário para evitar a propagação de doenças. “A doença pode ser passada de animal para animal ou via gametas no momento da reprodução”, ressaltou a zootecnista Matavelli.

“O pirarucu pode se infectar pelas duas formas, diferentemente dos peixes redondos, nos quais sua reprodução é induzida por hormônios para evitar a contaminação via gametas”, pontuou.

Na demonstração prática haverá chipagem do peixe, retirada de um pedaço da nadadeira para análise de DNA, e coleta de sangue para sexagem pelo Kit de Vitelogenina.

“A vitelogenina é uma proteína produzida pelo fígado, mobilizada para o oócito, que servirá como alimento inicial nas larvas que ainda não conseguem se alimentar de zooplâncton”, explicou Matalavelli.

O curso é realizado em parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Fonte: Embrapa

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