SBPC: pesquisadora do Inpa coordena conferência sobre potencialidade econômica de peixes da Amazônia

“Temos condições, sim, de fazer um bom parque de aquicultura com a cadeia produtiva controlada, desde que se tenha subsídios tecnológicos e a ciência básica, que é fundamental para que isso dê certo”, afirma a pesquisadora do Inpa, Vera Val

Dando prosseguimento à programação de sessão de conferência da 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Vera Maria de Almeida e Val, coordenou nesta sexta-feira (25), a palestra “Peixes da Amazônia: diversidade, potencial econômico e efeito de mudanças climáticas”. Os palestrantes foram os pesquisadores Alexandre Wagner Hilsdorf, da Universidade de Mogi das Cruzes, e Evoy Zaniboni Filho, da Universidade de Santa Catarina.

“O Amazonas tem muita potencialidade para desenvolver o setor de aquicultura, o nosso manancial hídrico é enorme”, afirma a pesquisadora do Inpa, Vera Val, explicando que a região possui um espelho d’água de 20 por cento de toda água que desagua nos oceanos e que provém da Bacia Amazônica, além do que 40 por cento do espelho d’água do Brasil também, da Bacia Amazônica.

“Acredito que temos condições, sim, de fazer um bom parque de aquicultura com a cadeia produtiva controlada, desde que se tenha subsídios tecnológicos e a ciência básica, que é fundamental para que isso dê certo”, afirmou a pesquisadora.

Val ressaltou ainda, que o tambaqui é a espécie mais criada nas pisciculturas nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Segundo ela, em alguns países vizinhos da Amazônia este peixe é também o carro-chefe. “Em termos de produção, conhecimento e de oferta, o tambaqui ganha, tendo em vista que ele tem uma aceitação de mercado muito grande e essa potencialidade é, também, muito boa”.

Ainda de acordo com a pesquisadora, outro peixe que tem muita potencialidade é o do pirarucu. Ela explica que depois de 20 anos de estudos somente agora a técnica de reprodução dessa espécie em cativeiro está sendo dominada. “O pirarucu forma casais e eles para se manterem precisam ser isolados. Por isso ter uma infraestrutura que permita isso é caro, portanto, a criação de pirarucu é ainda mais difícil”, comenta.

Para saber mais sobre os peixes da região amazônica e também sobre outros peixes da Biota aquática da Amazônia, visite o site do INCT/Adapta.

Por: Luciete Pedrosa
Fonte: INPA 

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