A luta não morre

Um dos principais museus de São Paulo recebeu no domingo, 31 de agosto, a visita de importantes ativistas de questões conflitantes na Amazônia.

Os convidados destacaram a importância do envolvimento da sociedade civil e de organizações, como o Greenpeace, para dar visibilidade à impunidade.

A exibição do filme “Toxic Amazon: uma crônica de mortes anunciadas” (VICE, 2011) no Museu da Imagem e do Som (MIS), aproximou a distante realidade dos povos da Amazônia aos moradores da maior metrópole do Brasil, numa apresentação forte e comovente.

O encerramento foi marcado por um bate-papo com protagonistas das questões agrárias que mobilizaram Felipe Milanez a retratá-los no filme-denúncia: Claudelice Santos, irmã de Zé Cláudio Santos, líder extrativista morto em maio de 2011 e Cosme Caspitano da Silva, trabalhador rural e agente pastoral da Comissão Pastoral da Terra.

Nicole Figueiredo, da ONG 350, além do diretor do filme, também participaram.

Para Claudelice, a morte de seu irmão e cunhada é fruto da forma como o governo trata a questão agrária no Brasil. “Todos os casos de assassinatos por conta de terra na floresta ocorrem a partir de um sistema que conta com os interesses políticos e de fazendeiros, passando por pequenos e micro agricultores, que agem como mandantes, além dos pistoleiros, que executam esses crimes”.

Cosme Caspitano coolaborou com a conversa afirmando que os dados de redução do desmatamento na Amazônia, divulgados pelo INPE . “As madeireiras colocam um selo verde de sustentabilidade e vocês da região Sudeste acreditam que estão comprando uma madeira legal – na verdade se trata de uma madeira melada de sangue. Muita gente morreu pra essa madeira cair.” Os convidados destacaram a importância do envolvimento da sociedade civil e de organizações, como o Greenpeace, para dar visibilidade à impunidade que há décadas mata e aterroriza os extrativistas que conflitam os interesses madeireiros e do agronegócio.

No dia 03 de setembro Claudelice participa de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O objetivo é discutir a violência contra as populações nas regiões centrais da expansão agrária.

Fonte: Greenpeace 

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