Curso em MT ensina a identificar árvores do Cerrado-Amazônia

Evento será realizado no município de Sinop a partir desta quinta. Atividade integra projeto Semeando o Bioma Cerrado.

Cerca de 30 pessoas entre profissionais ligados ao setor florestal, estudantes e produtores assentados participam a partir desta quinta-feira (18) do Curso de Identificação de Árvores e Madeiras de Áreas de Transição Cerrado-Amazônia. A atividade faz parte do projeto Semeando o Bioma Cerrado, e é promovida pela parceria entre a Rede de Sementes do Cerrado e a Embrapa Agrossilvipastoril, informou a empresa de pesquisa.

O curso será realizado no Centro de Pesquisa da Embrapa em Sinop, no médio-norte mato-grossense, até a manhã de sábado e é o primeiro módulo de uma série de cinco que farão parte da capacitação de coletores de sementes de espécies nativas. O objetivo do trabalho é o de fomentar a cadeia da coleta de sementes e de produção de mudas, gerando renda para famílias extrativistas e aumentando a oferta de mudas para a adequação ambiental de áreas que necessitam ser restauradas, informou a Embrapa.

A programação do curso envolve atividades práticas e parte delas será feita em um minilaboratório montado na sala de aula. O restante será feito no campo, em uma área de preservação permanente no Sítio Tecnológico da Embrapa Agrossilvipastoril.

As atividades do curso relacionadas à identificação de árvores serão ministradas pelo professor da UFMT-campus Sinop – Juliano de Paulo dos Santos. Já o conteúdo de avaliação de madeiras será comandado pelo professor da Universidade Federal de Goiás Carlos Roberto Sette.

Áreas de coleta de sementes As atividades de campo deste curso serão realizadas em uma das duas áreas de coleta de sementes delimitadas dentro da Embrapa Agrossilvipastoril pelo projeto Semeando o Bioma Cerrado. Outras três áreas já foram demarcadas em Sinop. Uma no campus da UFMT, outra no Parque Florestal e a última em uma fazenda, na saída em direção ao município de Itaúba. A expectativa é de se ter cerca de 20 áreas de coleta na região, informou ainda a Embrapa Agrossilvipastoril.

Além de serem usadas para a formação de mudas e plantio direto, parte das sementes será usada em pesquisas científicas desenvolvidas pela Embrapa, UFMT e instituições parceiras.

Fonte: G1

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