Demandas sobre mudanças climáticas são reafirmadas aos presidenciáveis no 2º turno

Em carta enviada às campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), redes reafirmam pedido para que os candidatos apresentem propostas consistentes em mitigação, adaptação, financiamento climático e implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Passado o 1º turno das eleições presidenciais de 2014, o Observatório do Clima (OC) e o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais (FBOMS) encaminharam às campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) uma nova carta que reafirma as demandas feitas pelas redes durante a primeira parte da disputa pela Presidência. O objetivo é que o futuro chefe do Executivo federal tenha atenção especial para as mudanças climáticas. No 1º turno, as campanhas de Dilma Rousseff e Aécio Neves não responderam à primeira carta entregue pelo OC e FBOMS.

Enquanto 7º maior emissor de gases de efeito estufa (GEE) do planeta, o Brasil tem responsabilidades importantes na luta global para reduzir as emissões do planeta e conter o aumento da temperatura média mundial em 2ºC até 2100. Para tanto, o governo federal precisa elaborar e executar políticas públicas consistentes com a real responsabilidade nacional, além de assumir metas efetivas e viáveis de redução das suas próprias emissões.

Na carta, OC e FBOMS pedem aos presidenciáveis que expressem claramente sua visão, compromissos, objetivos e metas com relação a temas como mitigação (redução das emissões brasileiras de GEE), adaptação aos efeitos das alterações climáticas, financiamento de ações de mitigação e adaptação climática, e a implementação dos instrumentos já previstos em lei, através da Política Nacional de Mudança do Clima (lei 12.187/2009).

As redes signatárias da carta pedem às assessorias dos candidatos que encaminhem a comunicação e resposta à carta até o dia 21 de outubro e se comprometem a informar ao público sobre o conjunto de respostas dadas pelos presidenciáveis.

Clique aqui e acesse a carta.

Por: Bruno Toledo
Fonte: Observatório do Clima

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