Fornecedor de equipamentos agora depende dos pedidos de Belo Monte

A construção das hidrelétricas do Madeira levou para Rondônia a Indústria Metalúrgica da Amazônia (Imma), “joint venture” de R$ 90 milhões entre a multinacional francesa Alstom e o grupo brasileiro Bardella. Instalada desde 2008 no que deveria ser o polo industrial de Porto Velho, a empresa está conseguindo superar o cenário sombrio do fim do ciclo das usinas e mantém uma carteira de pedidos firmes para os próximos anos.

Com 496 empregados e capacidade para processar 12 mil toneladas de aço por ano, a Imma forneceu comportas e pontes rolantes para as 44 turbinas de Santo Antônio e atualmente trabalha em um contrato aditivo de equipamentos para outras seis turbinas. Hoje, no entanto, o principal cliente é a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

A Imma também tem entre seus clientes as usinas de Teles Pires (MT), Santo Antônio do Jari (PA), Cachoeira do Caldeirão (AP) e pretende atender a hidrelétrica de São Luís do Tapajós (MT), considerada o último grande projeto viável no país, mas que ainda não teve aprovados os estudos ambientais. “Enquanto tivermos grandes empreendimentos hidrelétricos, haverá demanda”, disse o presidente da Alstom no Brasil, Marcos Costa.

A empresa se beneficia da localização para atender as usinas, mas não está livre dos problemas de infraestrutura de Porto Velho. A fábrica fica a cerca de 20 km do centro, em uma área onde se pretendia erguer um polo industrial. A Imma, no entanto, só tem uma vizinha e o acesso à fábrica só foi pavimentado recentemente. “Para você ter uma ideia, não temos nem CEP”, contou o administrador da unidade, Marcos Alencar.

Fonte: Valor Econômico

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