Pará: MP quer instalar fóruns para combater impactos dos agrotóxicos

O Ministério Público do Estado do Pará, por meio do Centro de Apoio Operacional Cível, em conjunto com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) e órgãos que compõem a Comissão Estadual de Agrotóxicos, debateram a instalação do Fórum Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos no Pará.

O objetivo é fortalecer a atuação conjunta dos ramos do Ministério Público brasileiro junto à sociedade civil e às instituições de ensino superior no combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos, discutir medidas de proteção do meio ambiente, da saúde do trabalhador e do consumidor.

Para falar sobre o assunto, o programa Nossa Terra conversou com a promotora de Justiça do Pará e coordenadora do Centro de Apoio Operacional Cível, Fábia de Melo Fournier, que falou aos ouvintes da Rádio Nacional da Amazônia sobre o resultado da reunião, que aconteceu no último dia 26, em relação à criação do fórum.

Fábia de Melo explicou que o Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos faz parte de uma estratégia nacional proposta pelo Conselho Nacional do Ministério Público, que pretende alcançar a meta de criação de, pelo menos, dez fóruns, até dezembro deste ano, em todos os estados da Federação.

Segundo ela, o foco é criar uma mesa de debate entre os diversos setores que atuam dentro da temática dos agrotóxicos. A promotora ressaltou que a intenção é conhecer a sistemática, os impactos, aproximar a academia dos institutos de pesquisa, principalmente dos atores jurídicos, e estabelecer, assim, um espaço para a sociedade civil se expressar sobre o tema.

Fábia contou que o fórum pretende, ainda, informar a população sobre os riscos decorrentes desses insumos químicos e como fazer o uso adequado dos produtos. Além disso, ela lembrou que o uso de agroquímicos no Brasil ainda é uma questão polêmica e deve ser discutida nas próximas reuniões do Ministério Público no Pará.

Ouça aqui.

O programa Nossa Terra vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 17h (horário de Brasília), na Rádio Nacional da Amazônia, e às 15h (horário local) na Rádio Nacional do Alto Solimões.

Fonte: EcoDebate

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