Cerca de 40% das pastagens no Brasil estão em boas condições

Uso mais eficiente das pastagens é fator isolado mais importante para Brasil atingir metas de redução de emissões, diz estudo

Ao menos 40% das pastagens brasileiras, concentradas principalmente em 24 municípios, encontra-se em boas condições de manejo, enquanto 12% delas estão vulneráveis para secas prolongadas. A conclusão foi retirada do estudo de Radiografia das Pastagens, elaborado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento (LAPIG).

O estudo, que tem por objetivo localizar e qualificar as áreas de pasto em todo o território nacional, buscando assim apoiar a destinação de políticas ao setor agropecuário, identificou que o Centro-Oeste é a região que mais concentra a atividade pecuária com alta produtividade das pastagens cultivadas e conta com oito meses de boas condições hídricas. Já na região Nordeste, as áreas não são expressivas, pois a predominância é de pastagem nativa decorrente do déficit hídrico.

Em geral, a utilização das pastagens é ineficiente, com lotação média de 1 cabeça por hectare, ainda que a densidade do rebanho tenha aumentado em 45% entre 1990 e 2011, diz o estudo. O Brasil é detentor do maior rebanho bovino comercial do mundo (acima de 211 milhões de cabeças em 2012), com aproximadamente 160 milhões de hectares de pastagens cultivadas. Com isso, concentra na atividade pecuária parte considerável de todas as emissões de gases do efeito estufa.

O estudo destaca ainda a influência das áreas de pastagens nos ciclos de água e energia e formação de chuvas. Resultados recentes para o bioma Cerrado, obtidos pelo LAPIG UFG, sugerem que os 700.000 km2 de pastagens, contribuem com até 30% de toda a água transferida para a atmosfera.

Os principais resultados do estudo foram apresentados durante um workshop no fim do ano passado, que reuniu especialistas e pesquisadores dos setores público e privado, além de representantes de instituições parceiras como a Embrapa, as universidades federais de Minas Gerais e Goiás, o Núcleo de Inteligência Territorial (NIT), o Grupo de Trabalho de Pecuária Sustentável e Banco do Brasil.

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Fonte: Observatório ABC

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